Agentes da Polícia Federal (#PF) trabalham, nesta terça-feira (27), em uma operação para desmanche de uma suposta organização criminosa envolvida em um esquema de fraudes no Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Tocantins (Igeprev/TO). As ações acontecem em seis estados brasileiros.

De acordo com informações da PF, o esquema fraudulento acontecia em aplicações financeiras do Instituto em fundos que geraram grandes prejuízos à instituição, por causa de pagamento de vantagens indevidas. A estimativa é que houve prejuízo de R$ 260 mil aos cofres públicos.

Além disso, as investigações constataram aplicações fraudulentas em 27 fundos sem liquidez, no total de R$ 1,76 milhão.

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As investigações foram motivadas por auditorias promovidas pelo Ministério da Previdência Social e uma sindicância do próprio Igeprev. Foram constatadas aplicações em desacordo com os limites e modalidades permitidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de modo reiterado. O trabalho também apontou o uso de fundos com alto risco de perdas.

As medidas judiciais da operação estão sendo cumpridas em Tocantins, Goiás, Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.

'Operação Naum'

A PF informou que a '#Operação Naum' é um um desdobramento da 'Operação Miqueias', realizada no Distrito Federal para desmantelar esquemas criminosos de lavagem de dinheiro e má gestão de verbas previdenciárias em vários municípios. O trabalho foi realizado em 2013.

Como desdobramento da 'Miquéias', a 'Operação Naum' tem esse nome por estar relacionada a um profeta menor.

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No caso, Naum vem depois de Miquéias. Segundo a PF, o nome foi escolhido para mostrar a relação de sucessão entre os dois trabalhos de investigação.

Não é o primeiro caso de mal uso de dinheiro público

Esse não é o primeiro caso de mal uso do dinheiro público, por parte do Igeprev de Tocantins. Em fevereiro deste ano, o órgão público teve um prejuízo de R$ 303 milhões, por causa de um investimento feito em uma rede de churrascarias com sede no Rio de Janeiro, que faliu.

O Igeprev havia investido R$ 500 milhões no negócio, na gestão passada, e conseguiu resgatar R$ 100 milhões. Com as perdas que acontecem nesse tipo de investimento, sobraram R$ 303 milhões, dos R$ 400 mi. Devido à falência, agora será preciso tentar reaver os valores na justiça. No entanto, o próprio presidente do instituto, Jacques Silva, na época declarou que achava difícil conseguir receber os valores investidos e, assim, evitar mais prejuízos ao Igeprev. #Igrepev