Uma mulher que viajava com seu bebê pequeno foi acusada de #sequestro e teve que comprovar com documentos e até vídeos do parto que era realmente mãe da criança.

De acordo com o portal online do jornal Estado de Minas, a jovem mãe identificada como Jamille Edaes, de 22 anos, passou por momentos de terror e constrangimento ao ser acusada de sequestro. Em um caso absurdo de #Racismo, a mulher, que é negra, foi considerada uma criminosa por ter em seus braços uma criança branca. A mulher foi julgada e condenada sumariamente pela cor da sua pele, em uma demonstração absurda de racismo.

Jamille também quase teve a filha sequestrada por uma mulher que insistia em dizer que era mãe da garotinha e queria levar a criança consigo de toda maneira.

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Este caso aconteceu na noite de segunda-feira (26), na BR-381, em uma parada de ônibus na cidade de Perdões, que fica no Centro-Oeste de Minas Gerais.

Acusada de sequestro e sequestradora

Jamille relatou que passou o fim de semana em São Paulo com seu marido Roberto Edaes, de 25 anos, que é pai da pequena M., e embarcou de volta para Belo Horizonte na noite de segunda-feira. Segundo a moça, após aproximadamente quatro horas de viagem, o ônibus parou em um estabelecimento na cidade de Perdões, onde os passageiros geralmente descem para fazer um lanche e usar o banheiro.

A mãe desceu com a filha e foi até ao toalete. Ao chegar ao local, uma mulher pegou na mão da criança e começou a brincar com ela. De repente, a desconhecida começou a gritar dizendo que a garotinha era filha dela e que havia sido sequestrada por Jamille, que muito assustada, colocou sua filha no colo.

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Neste momento, ainda segundo a mãe verdadeira da menina, uma funcionária do estabelecimento entrou no local e perguntou para a mulher, que aparentava ter aproximadamente 30 anos e dizia ter a filha sequestrada: “Essa preta aí pegou sua filha?” Ao ter a resposta positiva da mulher, a faxineira arrancou M. do colo da mãe e entregou para a mulher.

Neste momento, chegaram mais dois funcionários do estabelecimento e auxiliaram a mulher a deixar o banheiro com a criança. Desesperada, Jamille argumentava que era a mãe da menina e que sua filha estava sendo sequestrada pela mulher 'branca'.

A mulher que pretendia sequestrar M. mostrou para todos uma suposta certidão de nascimento e a colocou dentro do carro. Em pânico, Jamille pediu ajuda a todos que estavam em volta e foi quando o motorista do ônibus a perguntou quais documentos que ela havia apresentado para embarcar com a filha em São Paulo.

Foi quando Jamille se lembrou da certidão de nascimento e do CPF de sua filha, que estavam em sua bolsa, e para que não restasse nenhuma dúvida, mostrou à todos o vídeo de seu parto.

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Só então ela conseguiu ter sua filha de volta. A mulher que tentava levar M. fugiu do local sem ser identificada.

Jamille queria procurar a polícia, mas o motorista do ônibus disse que não poderia esperá-la. Com medo de ficar sozinha no local, ela resolveu seguir para Belo Horizonte.

Polícia

Ao chegar na rodoviária da capital mineira, Jamille procurou a delegacia e foi tratada com desdém pelos policiais de plantão, que disseram ser impossível registrar a queixa já que a vítima não tinha sequer o nome da mulher que tentou sequestrar sua filha.

A denúncia foi finalmente aceita na Delegacia da Mulher de Betim, cidade localizada na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Este caso deixa escancarado o racismo incrustado na sociedade brasileira. Será que a Giovanna Ewbank, uma linda mulher branca, mãe da charmosa e encantadora Titi, já foi acusada de sequestro?

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