Após a grande repercussão de alguns vídeos e imagens nas redes sociais, o tatuador Ronildo M. de Araújo, 29 anos, juntamente com o seu vizinho identificado por Maycon Wesley C. dos Reis, 27 anos, foram encontrados pela polícia e presos em flagrante, acusados de torturar um jovem que supostamente estaria tentando roubar a bicicleta de um deficiente físico nesta semana. Os acusados foram presos por volta das 20h desta última sexta-feira (9), quando estavam na porta de suas casas no Centro da cidade de São Bernardo do Campo, #São Paulo.

A polícia acusa os dois de serem os responsáveis por tatuar o texto no meio da testa do jovem, de apenas 17 anos.

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A polícia ainda divulgou que o crime teria sido cometido na manhã do mesmo dia em que os acusados foram presos.

Somente no sábado (10), a juíza responsável pelo caso, Inês Del Cid, ordenou a prisão preventiva dos acusados.

Todo o crime foi registrado através de uma câmera de celular e momentos depois as imagens foram divulgadas no WhatsApp e quando postadas no Facebook, acabaram viralizando por todo o #Brasil. A polícia destacou que o jovem teria sumido de sua residência desde o último dia 31 e só foi encontrado após um dos familiares reconhecê-lo, após assistir ao vídeo dele tendo a testa tatuada.

No vídeo, o jovem não demonstra nenhuma reação ao ser tatuado. O tatuador ainda chega a falar com ironia: “Vai doer, vai doer (risos)”. Após, eles ainda fazem uma pergunta ao jovem sobre o que ele queria que fosse tatuado na testa, o jovem responde meio sem força: “ladrão”.

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Quando a família do jovem teve acesso aos vídeos, procuraram imediatamente a Delegacia de Polícia de São Bernardo do Campo, a fim de tentar localizar o paradeiro do jovem. A família chegou a informar na delegacia que o jovem era usuário de drogas e no momento estaria com problemas mentais.

A polícia colheu as informações da família e logo se dirigiram até a Rua Jurubatuba, no Centro de São Bernardo do Campo, onde encontraram o tatuador sentado a calçada. No local, não havia um estúdio de #Tatuagem, porém, a pensão em que os dois acusados residiam, sendo vizinhos.

Já na delegacia, os acusados afirmaram que o jovem teria tentado roubar uma bicicleta de um deficiente físico e quando viram a situação, eles ficaram indignados e resolveram praticar o ato como uma forma de castigo para o jovem.

Até o fechamento desta matéria, a equipe de polícia não soube informar sobre o paradeiro do jovem.

Os acusados informaram aos policiais que após fazerem a tatuagem, teriam soltado o jovem que, em seguida, teria seguido em destino ignorado. Um advogado especializado e coordenador da Comissão da Criança e do Adolescente do Condepe afirmou que vai acompanhar todo o caso e que o mesmo deve ser visto como gravíssimo diante da polícia e de toda a sociedade. “Eles não podiam fazer isso simplesmente por não ficarem satisfeitos com a possível atitude do jovem em tentar roubar. Eles deveriam acionar a polícia”, completou.