Com as taxas de exportações subindo mais que a taxas de importações, a balança comercial brasileira registrou, no primeiro semestre deste ano, um superávit de US$ 36,2 bilhões. O número representa o melhor resultado comercial para o período desde 1989, quando teve início a série histórica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

O maior saldo comercial para o primeiro semestre havia, até agora, sido registrado no ano passado, quando foi contabilizado um superávit de US$ 29 bilhões.

O saldo comercial positivo nos seis primeiros meses deste ano foi puxado por uma alta de 19,3% nas exportações, que fecharam o mês em US$ 107,7 bilhões.

Publicidade
Publicidade

As importações subiram menos e fecharam o semestre em US$ 71,5 bilhões, alta de 7,3% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O perfil da balança mostra que essa alta das exportações é resultado, principalmente, de um aumento nos preços dos produtos brasileiros no exterior, medidos em dólar. No primeiro semestre, o valor exportado subiu 17,6%, em média, enquanto o volume exportado aumentou 1,8%. Nas compras brasileiras no exterior, os preços subiram menos. O valor médio dos produtos desembarcados cresceu 4,2%, enquanto e o volume importado subiu 2,9%.

No acumulado do ano, aumentaram os embarques de produtos básicos (27,2%), semimanufaturados (17,5%) e manufaturados (10,1%). Entre os principais produtos com alta nas receitas, segundo o Mdic, estão petróleo, minério de ferro, açúcar, óleos combustíveis, veículos de carga e automóveis de passeio.

Publicidade

Entre janeiro e junho deste ano, os principais compradores dos produtos brasileiros com aumento de embarques foram os países da Ásia, do Oriente Médio e da América Central e Caribe.Na comparação com o primeiro semestre de 2016, as importações também continuam subindo. Os principais produtos comprados pelo #Brasil, com aumento nas importações, foram combustíveis e lubrificantes, bens intermediários e bens de consumo. Enquanto caíram as importações de bens de capital (máquinas e equipamentos para produção). O Brasil comprou principalmente da Oceania, dos Estados Unidos e de países da África.

Previsão de superávit maior

Diante do resultado recorde do saldo comercial, o governo aumentou a previsão de superávit da balança para este ano. Agora, a expectativa é de um saldo positivo de US$ 60 bilhões, ante uma previsão inicial de US$ 55 bilhões. Se esse valor se confirmar, será o maior superávit da história do país, superando os números registrados no ano passado (US$ 47,5 bilhões).

"Com o desempenho das exportações no semestre, com uma tendência que vai continuar forte, esperamos que tenha esse resultado recorde", declarou o diretor do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação do Mdic, Herlon Brandão.

Publicidade

Resultados de junho

Em junho, a balança também registrou um superávit recorde, de US$ 7,2 bilhões. O número também é o melhor resultado para o mês desde de 1989. Até agora, o maior superávit para os meses de junho havia sido registrado em 2009.

No mês passado, as exportações somaram US$ 19,8 bilhões, alta de 23,9%, na comparação com junho de 2016. As importações brasileiras encerraram o mês em US$ 12,6 bilhões, aumento de 3,3% na comparação com o ano passado.

Cresceram, no último mês, na comparação com junho de 2016, as compras de combustíveis, bens intermediários e bens de consumo, mas recuaram as importações de bens de capital (máquinas e equipamentos para produção). #Economia #2017