A vida dos cães é muito curta. Tanto que a maioria deles dura, no máximo, 15 anos de idade. Curta também é a carreira dos caninos que trabalham no combate à criminalidade. Diante dessa realizada, os K9s, como são conhecidos os cachorros que trabalham na polícia, trabalham pouco mais de 7 anos. No entanto, esse não foi o caso do labrador Popó, que se despediu da equipe da Polícia Rodoviária Federal do Paraná (PRF-PR), após atuar por 10 anos como cão farejador.

A aposentadoria do cão, que tem 11 anos de idade, teve até uma cerimônia oficial, que aconteceu nesta terça-feira (4) e foi marcada por muita emoção. Popó foi homenageado com uma festa na Superintendência Regional da PRF, em Curitiba, capital paranaense.

Publicidade
Publicidade

O encontro foi marcado por muitos agradecimentos ao cão, que ajudou a desvendar muitos crimes ao longo de sua carreira, iniciada com apenas 1 ano de idade.

Currículo extenso

O cão da PRF paranaense tem uma grande folha de serviços prestados à sociedade. A ocorrência de maior destaque no currículo foi a apreensão de drogas realizada em 2015 e considerada a maior da historia da PRF. Popó ajudou os policiais a localizarem 4 toneladas de maconha. Na ocasião, os entorpecentes estavam escondidos em um caminhão, na região Noroeste do Paraná.

Segundo informações da PRF, Popó atuou em missões policiais por várias regiões do Paraná. No entanto, a idade avançada começou a atrapalhar a carreira do cão. Segundo a policial Marilene Guerro, o cachorro se sentia cansado durante as operações e a rotina de trabalho exige muitas viagens.

Publicidade

"A gente resolveu aposentar, para que ele tivesse uma qualidade de vida melhor", explicou a policial, em entrevista ao site G1.

Muita emoção na despedida

Segundo o superintendente da PRF, Adriano Furtado, o cão Popó ganhou a admiração de todos na polícia, devido ao fato de ter nascido na sede da própria polícia e ter iniciado a carreira quando tinha apenas um ano de idade. A ligação do cão com os funcionários e até mesmo com as crianças, marcada por muita admiração, acabou fazendo com que o labrador ganhasse uma homenagem especial.

A festa de despedida de Popó aconteceu após sua última missão de trabalho, ajudando na fiscalização de um ônibus, durante policiamento de rotina pela rodovia BR-277, que faz a ligação entre a capital e as cidades do litoral paranaense. O encontro foi marcado por muita emoção e alguns policiais chegaram até a chorar.

Publicidade

Foi o caso de Mariana Prolik. "É muito difícil, porque é muito carinho que a gente tem por ele. Sempre foi um cão policial exemplar", disse, em prantos.

Nova vida

O evento de aposentadoria do cão foi marcado também pela adoção responsável de Popó. Ele foi doado à empresária Elma Romano, que garante que o labrador terá agora uma vida de sombra e água fresca.

Antes da adoção, a mamãe humana de Popó e ele tiveram um período de adaptação, para que pudessem se acostumar um com o outro. A nova dona do animal afirma estar "apaixonada" por ele.

Regras para aposentadoria

Segundo o portal Dog Times, especializado em cachorros, os cães que trabalham nas corporações policiais podem se aposentar por doença, falta de adaptação ao serviço ou por idade - o que acontece entre os sete e oito anos de vida.

Os parceiros de trabalho têm prioridade na adoção dos cães aposentados ou na indicação de alguém que queira ficar com o animal.

No caso dos cães da Polícia Federal, antes da aposentadoria, eles passam por avaliações veterinárias e castração. Depois, é dada a baixa de patrimônio e os cachorros deixam de pertencer ao Estado. Se não existirem indicações internas, qualquer pessoa que demonstrar interesse pode adotar o cachorro. #K9 #Popó #aposentadoria na PRF