Não é mimimi: #criança é criança e não namora! A campanha "Criança não namora! Nem de Brincadeira!", iniciada pela Secretaria de Assistência Social do Estado do Amazonas, com apoio do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), viralizou nas redes sociais, alcançando mais de 12 milhões de pessoas, com mais de 150 mil compartilhamentos.

A ação veio com a intenção de fazer um alerta aos pais sobre a erotização infantil, com o objetivo de informar que as crianças têm etapas no desenvolvimento que não devem ser puladas. Os pais são orientados sobre qual ênfase devem dar ao assunto quando conversam com os filhos, pois dependendo de como for abordado o tema, pode antecipar para a #Infância uma situação que só vai se manifestar por volta dos 9 a 12 anos, no início da adolescência.

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Às vezes, os adultos quando perguntam para as crianças "Cadê seu namorado(a)?", "Você tá namorando?", "Como chama seu namorado(a)?" ou afirmam "Vai lá, dá um beijo e um abraço no seu namorado(a)!", não fazem com o intuito de aflorar a sexualidade antes do tempo na criança. Entretanto, com esse tipo de comportamento, ou atitudes como vesti-las de maneira inadequada, ouvir músicas impróprias para a idade, o adulto pode despertar na criança curiosidade antecipada e transformá-la em um "mini adulto".

Claro que os pais, quando incentivam o comportamento, não agem com o intuito de prejudicar seus filhos, mas como as crianças ainda não têm capacidade suficiente para lidar com esse tipo de situação, podem ter grandes frustrações, se sentir ridicularizadas ou com baixa autoestima, caso não sejam correspondidas.

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As crianças são puras, inocentes e sem malícia, e quando beijam e abraçam o coleguinha, estão fazendo por amizade e carinho. Essas relações de afetividade não devem ser reprimidas, mas também não devem ser transformadas em namoro.

A vulnerabilidade da criança

As crianças são muito vulneráveis, e ao incentivar o namoro dos filhos, os pais podem deixá-los vulneráveis também ao crime de abuso sexual, pois, sem conhecimento, a criança irá acreditar que namorar e beijar na boca são atitudes normais para a idade dela.

Os pais devem orientar fazendo com que a criança compreenda que existe diferença entre assuntos infantis e os que dizem respeito aos adultos, fazendo-a entender que apenas no futuro serão comportamentos a ela condizentes e jamais dizer que é errado.

As crianças que a crescem sabendo que esses comportamentos são de adulto, certamente, vão estranhar contatos fí­sicos indevidos e serão capazes de reconhecer o abuso como violência. Por isso, é necessário deixar a criança ser criança, permitindo que ela brinque como criança, com coisas de criança.

Criança não namora! Nem de brincadeira! #criançanãonamora