Um caso de #abuso de poder e agressão, cometido por um #delegado a Polícia Civil, chocou os moradores de Sorriso, cidade de pouco mais de 82 mil habitantes localizada na região Norte de Mato Grosso. Paulo Sérgio Ribeiro, que responde pela delegacia regional de Sinop, vai ser investigado, após os registros em vídeo dos atos de agressão que ele cometeu terem sido divulgados nesta semana.

Segundo informações do site de notícias regional Portal Sorriso, as imagens foram divulgadas no último dia 6. Nelas é possível ver o delegado puxando uma funcionária da concessionária Rota Oeste pelo braço. Ela estava na cabine de #pedágio e foi retirada à força pelo delegado, após o veículo que ele conduzia, que não tinha qualquer identificação de viatura oficial, ter sido barrado no sistema eletrônico de passagem de veículos.

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O caso aconteceu em março deste ano, mas as imagens só foram divulgadas agora, após serem entregues à Polícia Civil de Sorriso, que cuida das investigações. Na época, a direção da concessionária registrou um boletim de ocorrência contra o delegado.

Nas imagens, que podem ser vistas no final desta reportagem, o delegado aparece invadindo a cabine onde a funcionária estava e a puxa pelo braço. Antes, ele havia batido boca com ela porque a cancela não havia sido aberta.

Para tentar coagir a mulher a abrir a cancela, ele entrou na cabine e a puxou pelo braço. A funcionária, que estava ao telefone, não teve sequer tempo de desligar o aparelho, enquanto era puxada com violência.

Depois, o delegado conduziu a mulher até a sala onde fica o controlador de operações da praça de pedágio e coagiu o funcionário a fazer a liberação do veículo.

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O que chama as atenções nas imagens é o fato de o policial civil estar armado e coagindo os funcionários a fazerem a vontade dele, denotando prática de abuso de poder.

Delegado usou viatura descaracterizada

Como o delegado usou uma viatura descaracterizada e que não estava cadastrada no sistema de liberação automática, os funcionários não tiveram como saber que se tratava de um agente policial.

De acordo com a assessoria de comunicação da concessionária, para que haja isenção da cobrança de tarifa de pedágio sem aviso prévio, é preciso que os veículos oficiais estejam identificados com uma placa especial. A isenção também se dá por meio de cadastro e comprovação da atividade pública.

No dia da confusão, o delegado estava fazendo uma diligência em uma operação de investigação de roubo a carretas na região. Como não houve identificação formal do veículo, a concessionária informou que coube aos funcionários utilizar os procedimentos padrão.

A polícia informou que foi encaminhada a relação de todas as placas das viaturas para cadastro na concessionária, a fim de melhorar o tráfego de viaturas nas rodovias do Estado.