Na manhã desta segunda-feira (17), o fundador e presidente do grupo EBX, Eike Batista, apresentou seu depoimento e se negou a responder as indagações feitas pela defesa do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

O empresário foi indagado a respeito se a #Caixa Econômica Federal teria liberado financiamentos a uma de suas empresas. Segundo as defesas, a ocasião teria ocorrido logo após um jantar do empresário #Eike Batista com executivos e o então presidente do banco, Jorge Hereda.

Eike se negou a responder tais perguntas por orientação de seus advogados de defesa, que usaram como argumento que a questão não tinha relação com os fatos no processo.

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Tal argumento foi rebatido pela defesa de Cunha, que afirmou que o objetivo da pergunta era entender se a empresa de Eike obteve tal financiamento sem precisar da influência de Cunha. O ex-deputado é acusado de negociações indevidas que teria conseguido por meio dos mesmos recursos ligado a Caixa Econômica Federal.

Depoimento

Apesar de todo silêncio, o empresário negou ter pago propina para conseguir tal financiamento do FI-FGTS, negou também qualquer relação com o ex-deputado Eduardo Cunha e afirmou que nem chegou a conhecer Lúcio Funaro, doleiro que trabalhava como operador de Cunha e do PMDB.

“Absolutamente não! Não tenho relação nenhuma, nenhum contato telefônico, não faço visitas a casa dele e nem ele a minha”, declarou sobre Cunha.

Foi apresentada na versão do delator Funaro um depoimento em que era afirmado que Eike e Funaro jantaram juntos em Nova York, a reunião teria sido intermediada por Joesley Batista, da J&F, que também participou do encontro.

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Eike afirmou que não participou de jantar algum: “posso ter esbarrado com ele por acaso, mais desconhece o fato de ter encontrado com ele em Nova York”, disse.

Na manhã desta segunda, Eike foi ouvido como testemunha no processo contra Eduardo Cunha e o ex-ministro Henrique Eduardo, que estão sendo acusados por participar de um esquema de corrupção na Caixa Econômica Federal.

Eduardo Cunha tem negado o seu envolvimento em práticas ilegais, além dele, Cleto e Alves, Lúcio Funaro, que é apontado como operador do PMDB, e o empresário Alexandre Margotto, que confirmou acordo de colaboração premiada.

O empresário Eike Batista não está sendo acusado de nenhum delito, o mesmo foi ouvido apenas como testemunha, convocado pela defesa de Funaro.

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