A Polícia Federal (PF) transferiu na madrugada desta terça-feira (4), o ex-ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima (PMDB/BA), para a Superintendência da instituição em Brasília. A PF prendeu o ex-ministro, que também atuou nos governos dos ex-presidentes Luíz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, nesta segunda-feira (3), por indícios de que ele tentava impedir apurações de possíveis danos financeiros à Caixa Econômica Federal CEF). Vieira Lima encontrava-se em sua residência em Salvador/Bahia, quando foi levado pela Polícia Federal.

Depoimentos de Funaro e Joesley selam prisão de Geddel

A prisão preventiva do ex-ministro do Governo Michel Temer atendeu às solicitações dos agentes da PF e integrantes da Operação Greenfield a partir de informações em depoimentos do doleiro Lúcio Bolonha Funaro, do empresário Joesley Batista e do diretor jurídico do grupo J&F, Francisco de Assis e Silva.

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O advogado de Geddel, Gamil Foppel, classifica a prisão como “absolutamente desnecessária”.

O ex-ministro é investigado no período de sua vice-presidência da Caixa

Em janeiro deste ano a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do ex-ministro, alvo da Operação Cui Bono para dirimir dúvidas de suposta corrupção na Caixa Econômica Federal, entre 2011 e 2013, quando o peemedebista Geddel ocupou a vice-presidência de Pessoa Jurídica dessa instituição bancária.

Geddel pretendia evitar delação premiada de Cunha e Funaro

Informações no site carta capital apontam que Geddel agia para evitar que Eduardo Cunha e Lúcio Funaro firmassem acordo de colaboração com o Ministério público Federal. Lima estaria pagando propina ao doleiro, além de espioná-lo, coagindo-o a não firmar o acordo desse prêmio.

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Deputado Sergio Zveiter é o relator da denuncia contra Michel Temer na CCJ

O deputado federal, Sergio Zveiter (PMDB/RJ), foi designado nesta terça-feira (4), pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania Rodrigo Pacheco (PMDB/MG) para relator das denúncias contra o presidente Michel Temer, sobre a denúncia por corrupção passiva. Temer tem agora dez sessões para apresentar defesa e precisará de 172 votos para continuar a governar o Brasil. Para derrubá-lo serão necessários 342 votos.

Senador Aécio Neves (PSDB/MG) retomou nesta terça-feira (4) suas atividades parlamentares

Após decisão do ministro Marco Aurélio de Mello, do Supremo Tribunal Federal de devolver o mandato, tirado pelo seu par, Edson Fachin, ao senador Aécio Neves, retornou hoje (4), às sua atividades no Parlamento do Congresso Nacional. Aécio, que recentemente conquistou vitórias com a prisão domiciliar de sua irmã, Andreia Neves e de seu primo, é investigado por suposto recebimento de R$ 2 milhões da JBS. #Superintendência #residência #busca e apreensão