O estudante de universidade privada que concluir curso de graduação com recursos do Financiamento Estudantil (Fies) terá mensalidade descontada diretamente da folha de pagamento. Essa medida, que ocorre como o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), entre outras, objetiva diminuir inadimplências e foi anunciada pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, quinta-feira (6), no Palácio do Planalto. Conforme adiantou Mendonça Filho, na solenidade com o presidente Michel Temer, estão previstas três novas modalidades do programa, a serem implementadas em 2018. O Fies disponibilizará 75 mil vagas de graduação neste semestre, que ainda serão regidas pelas normas anteriores.

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Fies prioriza financiamento de graduação de universidades privadas

A página do MEC, que pode ser acessada pelo endereço: portal.mec.gov.br, informa que o Fies é um programa do Ministério da Educação (MEC), que prioriza financiamento de estudantes dos cursos de graduação das universidades privadas. Para se integrar ao programa é preciso se inscrever no processo seletivo da modalidade, sob responsabilidade da Secretaria de Educação Superior (Sesu).

Prejuízo da União com Fies foi de R$ 32 bilhões ano passado

De acordo com o site gazeta.web.globo.com, as novas regras são necessárias, pois no ano passado, a União obteve um prejuízo com #inadimplência, que chegou a R$ 32 bilhões, com mais de 2 milhões de contratos ativos. O Governo Federal pretende também, que os administradores das instituições de ensino exerçam melhor controle sobre a parcela estudantil, de cujos índices de inadimplência alcançaram cerca de 46%.

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O ministro Mendonça Filho, alertou que a parceria com as universidades incidirá também nos prejuízos causados por conta dos alunos devedores.

Pelo MEC, a primeira modalidade, que funcionará com fundo garantidor da União, prevê que serão beneficiados com o projeto, alunos com renda per capta de até três salários mínimos. As regras orientam, que o aluno começará a pagar as prestações com parcelas de no máximo 10% da sua renda mensal. Dessa forma, o MEC presume que estará economizando R$ 300 milhões por ano com taxas operacionais. A estimativa é de colocar 100 mil vagas, neste mercado, sem nenhum ônus ao estudante financiador do Fies.

Norte, Nordeste e Centro-Oeste terão recursos dos fundos regionais

Com taxa de juros a 3%, a segunda modalidade prevê financiamento escolar para alunos com renda familiar per capta de até cinco salários. Neste caso, serão ofertadas 150 mil vagas em 2018, para as regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste. Segundo o MEC, a fonte de recursos será de fundos constitucionais regionais.

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Também voltada a alunos com renda per capta familiar de cinco salários mínimos, a terceira forma do MEC para o Fies, tem o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), como patrocinador do programa dessa parcela estudantil, juntamente com fundos regionais do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Esta etapa deverá disponibilizar 60 mil vagas à parcela interessada. #FINANCIAMENTO ESTUDANTIL #universidade privada