Integrantes da Casa Nem, espaço que abriga pessoas transgêneras, denunciaram agressão por parte de seguranças da festa "A Maior do Baile", supostamente de perfil inclusivo, que ocorreu na madrugada de sábado (1), promovida pelo curso de Medicina da UFRJ, no Clube Monte Líbano, no Rio de Janeiro.

Entre as pessoas agredidas estavam Indianara Siqueira, militante, idealizadora da Casa Nem e vereadora suplente pelo PSOL. O coletivo que dirige a Casa Nem foi convidado pela própria organização do evento e estava em um camarote VIP, até que alguns dos membros decidiram ir ao palco para ver se seria possível que Indianara proferisse um discurso em nome do grupo.

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Segundo uma das vítimas da agressão, Jobson Camargo, sua amiga, Luciana Vasconcellos, mulher transgênera, foi recebida com um soco por parte de um indivíduo que disse ser segurança da drag queen Pabllo Vittar, que fazia seu show no momento. Ao partir em defesa de Luciana, Indianara também recebeu um soco.

Com a reação dos demais companheiros das duas moças, os seguranças da festa passaram a tratar com #Violência os militantes, colocando alguns para fora. As agressões só pararam com a chegada da Polícia Militar, mas nenhuma providência foi tomada pelos oficiais.

Jobson e as demais pessoas machucadas foram levadas ao Hospital Miguel Couto para serem examinadas e terem seus ferimentos tratados. Na delegacia de Polícia Civil, o caso foi registrado apenas como lesão corporal, uma vez que crimes motivados por LGBTfobia ainda não são reconhecidos por lei.

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A Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual da Prefeitura do Rio de Janeiro (CEDS Rio) informou que está acompanhando a Polícia Civil na investigação do ocorrido e que as imagens das câmeras de segurança do local já foram solicitadas. As vítimas e os seguranças envolvidos no episódio terão seus depoimentos coletados.

A assessoria de Pabllo Vittar declarou que o artista não tem seguranças, os quais eram contratados do evento como um todo, e que não presenciaram as agressões.

Relatos postados pelos próprios agredidos em suas páginas do Facebook expõem não apenas a falta de preparo de profissionais, que deveriam ser responsáveis pelo bem-estar de todos que estavam no evento, mas também a #Transfobia, que faz com que tratem as pessoas de forma diferente, uma vez que certamente uma mulher cisgênera não seria recebida da mesma maneira (com um soco) por um segurança.

#LGBT