Diante do pequeno caixão de Arthur, em silêncio e impotentes, estão o pai e a mãe do bebê que não teve o direito de nascer em paz, em terras brasileiras. Poderia ser qualquer um de nós diante daquele caixão branco e frio, Arthur representa a impotência da população brasileira diante da #Violência crescente no país. Neste caso, o que mais choca a todos é que o bebê foi vítima de bala perdida ainda no ventre da mãe. Arthur é mais uma vítima do descaso e da falência do estado brasileiro.

De acordo com o portal de notícias online, 'UOL', o bebê Arthur Cosme de Melo, veio a óbito na tarde de domingo (30), depois de uma piora drástica do seu quadro clínico.

Publicidade
Publicidade

Ele foi um grande guerreiro e lutou por sua vida desde o instante que foi atingido por uma bala perdida, exatamente um mês antes de morrer.

Tragédia

A mãe de Arthur, Claudineia dos Santos Melo, de 28 anos, tinha comprado o carrinho para o seu primeiro filho, na sexta-feira, 30 de junho, quando foi atingida pela bala perdida que acertou seu bebê, ainda dentro de seu ventre. O tiroteio entre a polícia e traficantes aconteceu na Favela do Lixão, onde moravam Claudineia e seu marido, Klebson Cosme da Silva, de 27 anos, na Baixada Fluminense, em Duque de Caxias, #Rio de Janeiro.

Claudineia foi submetida a uma cesárea de emergência, e os médicos constataram que Arthur também havia sido vítima da bala perdida. O bebê foi gravemente ferido: a bala atravessou o corpo de Arthur, feriu sua cabeça, dilacerou sua orelha, atingiu seu tórax e atravessou sua coluna.

Publicidade

Logo se soube que, caso sobrevivesse, ele ficaria paraplégico. Infelizmente, Arthur foi vencido e morreu.

Enterro

Arthur foi enterrado pouco depois das 17h, nesta segunda-feira (31), no Cemitério Nossa Senhora das Graças, conhecido popularmente como Tanque do Anil, em Duque de Caxias. Seus pais choravam compulsivamente enquanto carregavam o caixão do filho até a gaveta 22, onde foi sepultado.

Mortes

A morte de Arthur serve de alerta para toda a sociedade brasileira. Cada vez mais inocentes tombam na '#Guerra civil' diária que nossa população enfrenta em todas as regiões do país. Há de se ressaltar que, no Brasil, se mata mais do que nas guerras, como por exemplo, na Síria e Iraque.

Segundo o portal da revista Exame, em 5 anos, no Brasil, houve 278.839 assassinatos. Os dados mostram o período entre os anos de 2011 a 2015. Estes números mostram, a grosso modo, que mensalmente 4.647,3 brasileiros são assassinados.

Na guerra da Síria, uma das mais sangrentas da história da humanidade, neste mesmo período, a guerra causou 256.124 mortes, segundo estimativa da Agência da Organização das Nações Unidas para os Refugiados.

Publicidade

Somente no Estado do Rio de Janeiro [VIDEO], nestes sete meses de 2017, 92 polícias foram assassinados.

Até quando?

Vivemos em um país onde seus filhos são lançados à própria sorte. A ganância pelo poder faz com que nossos governantes trabalhem em prol de seus interesses.

A corrupção é a culpada pela falência do estado brasileiro, a falta de segurança, saúde, boa educação, infraestrutura básica, estradas em boas condições e a alta abusiva dos impostos são os efeitos colaterais da corrupção sistêmica arraigada na cultura política brasileira.

Nossa sociedade está na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), lutando pela vida, porém, em agonia constante, assim como o pequeno Arthur esteve durante todos os 30 dias de sua existência.

Deixe a opinião nos comentários, faça a sua voz valer. Sua opinião engrandece nosso trabalho.