Ronildo Moreira de Araújo acabou sendo preso por, junto de um amigo, prender um adolescente que teria cometido um furto a uma bicicleta. Após imobilizar o jovem, o tatuador o colocou em uma cadeira e escreveu “eu sou #Ladrão e vacilão” em sua testa. Ronildo e o seu amigo gravaram um vídeo do momento em que estavam escrevendo as palavras na testa do adolescente e, em seguida, divulgaram o conteúdo nas redes sociais. Logo, as imagens viralizaram e também chegaram nas mãos de policiais. O tatuador foi preso e, nesse última segunda-feira (10), seus advogados, que entraram com um pedido de habeas corpus, receberam a resposta negativa do Superior Tribunal de #Justiça (STJ).

De acordo com o pedido dos advogados de Araújo, não existem elementos comprobatórios para que o seu cliente permaneça preso em cárcere provisório.

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No entanto, de acordo com a ministra Laurita Vaz, a justiça de São Paulo já havia informado sobre a gravidade do caso que foi, inclusive, registrado em vídeo. Para a ministra, no momento do ato cometido por Ronildo e o seu amigo, o adolescente não a capacidade de se defender ou resistir e, por isso, ainda segundo a magistrada, o ato se torna grave [VIDEO].

“Assim, a prisão preventiva do paciente não padece de falta de fundamentação”, disse a ministra enquanto deferia o pedido. Ela complementou que é necessário que a ‘ordem pública’ seja evidenciada pelos agentes públicos da justiça. A ministra também citou que o ato cometido pelo tatuador e o seu amigo pode ser considerado como ‘cruel’ e destaca a ‘insensibilidade’ dos agentes com relação à ‘vítima’, que no caso, era um menor de idade.

Grupos de direta e esquerda da política brasileira passaram a debater o assunto e a comentar sobre o que foi feito.

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Muitos pensadores defenderam que não é cabível que uma ‘crueldade’ seja paga por outra crueldade, já citando que o jovem era um criminoso. Esses mesmos pensadores já diziam em jornais e em seus blogs que quando acontece um crime cometido por alguém, o mais correto é agir de acordo com o que a justiça brasileira prevê em sua legislação. Agir com as próprias mãos, ‘olho por olho e dente por dente’, segundo esses comentários, dá lugar à barbárie.

O caso ainda é tema de debates em roda de assuntos políticos e sociais, porém, centra-se sobre a punição do tatuador e a punição que o adolescente deve receber, caso confirmado o furto da bicicleta. #ladrão e vacilão