É quase certo que os funcionários do Metrô e também da CPTM em #São Paulo, estarão entrando em #Greve nesta próxima terça-feira, dia 1º de agosto. As duas categorias apresentaram reivindicações diferentes, mas como não foram atendidas, poderão cruzar os braços por pelo menos 24 horas. Se a greve realmente acontecer, será a terceira só neste ano por parte dos metroviários e a segunda dos ferroviários na capital paulista.

Os #Metroviários estão insatisfeitos com a terceirização das bilheterias e também discordam da privatização da linha 5-Lilás. De acordo com o sindicato, até hoje não teve nenhuma conversa sobre a mudança implantada nas bilheterias e alegam que poderá haver prejuízo na qualidade do serviço, além da demissão dos funcionários.

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O Metrô não concorda com tais alegações e garante que é graças à terceirização que os metroviários poderão atuar em atividades diversas, o que possibilita um melhor aproveitamento dos trabalhadores e assim eles não precisam ser demitidos. Ainda de acordo com o Metrô, o governo de São Paulo teria autorizado a contratação de quase 300 novos funcionários que irão atuar no setor de manutenção e de operação.

No caso dos ferroviários, a categoria está descontente com a redução dos salários, em 3,51%. Esse corte foi feito após a decisão do Tribunal Superior do Trabalho. De acordo com a Seção Especializada em Dissídios Coletivos, o dissídio do Tribunal Regional do Trabalho é indevido. Esse dissídio coletivo foi em 2011, sendo contestado pela CPTM.

Mas para a categoria a redução no salário é irregular.

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Essa redução começa já a partir do próximo mês e será relativa a julho, atingindo mais de 8 mil trabalhadores. Com esta redução, a empresa terá um lucro de R$ 1,2 milhão todos os meses.

No último dia 20, as duas categorias realizaram assembléias e optaram pela paralisação, mas na segunda-feira, dia 31, será realizado um novo encontro e aí sim, será votada a realização da greve.

O Tribunal Regional do Trabalho já se adiantou, caso a greve realmente aconteça, determinando que pelo menos 80% dos funcionários deverão comparecer ao trabalho no horário de 4 às 10 horas e depois de 16 às 21 horas, que são os horários de pico. Se a determinação não for atendida, a multa diária será de R$ 100 mil.

Só neste ano os metroviários já pararam por duas vezes, nos meses de março e abril. Os trabalhadores deverão ficar atentos, pois se a greve realmente acontecer, muitos atrasos poderão ser registrados, principalmente por parte daqueles que saem cedo de casa para o trabalho.