Jéssica Ferreira poderia ser moça como outras, mas algo diferencia das outras, o cromossomo 21 que é duplicado. Com síndrome de #Down, aos 25 anos, ela treina a assinatura para não errar em um dos maiores momentos da sua vida, quando vai assinar o contrato para seu próprio negócio. Esse negócio é um pequeno café, que também é restaurante, no Cambuci, no Centro de São Paulo.

Com uma gostosa panqueca com massa de café e o nhoque de mandioquinha que se destacam no cardápio, o que está sendo de sumo importância é que Jessica é a primeira garota de síndrome de Down que empreende em todo o Brasil. Seu pequeno café tem cadeira azuis claras, mesas brancas e as paredes são cor-de-rosa, que dão um toque mais do que especial ao empreendimento.

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Para realizar seu sonho, Jéssica economizou cada centavo guardando em uma conta poupança da Caixa Econômica Federal. O dinheiro veio de seu trabalho com apresentação de teatro e em pequenos trabalhos de atendente.

O grosso desse recurso, claro, saiu da união e da família que apostou no talento de cozinheira Jéssica, já que aprendeu tudo com sua mãe, Ivânua Della Bella, e se aperfeiçoou no Instituto Chefes Especiais, um instituto que trena e encaminha para o mercado de trabalho pessoas que tem #Deficiência intelectual.

Jéssica diz que sua irmã Priscila e o cunhado Douglas deixaram de comprar uma casa para ajudar com o dinheiro que faltava, sendo sócios no café. Jéssica sempre é metódica, disciplinada e apaixonada pelas novelas e também pelo ator Mateus Solano.

Ela cuidará da #cozinha do Bellatucci Café, que vai abrir as portas neste sábado dia 15.

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Jéssica quer receber cada um dos seus clientes. Adora servir e ter contato com as pessoas. Junto com Jéssica irão estar quatro pessoas com síndrome de Down, que trabalharão quatro horas. A família da Jéssica ficará nos bastidores caso algum problema.

Mas antes que Jéssica se tornasse uma mulher empreendedora, se preparou estudando em colégios de formação de pessoas como ela, com síndrome de Down, e também em escolas regulares. Ela faz tratamento com fonoaudiólogo, atividades físicas, aulas de zumba e, futuramente, quer fazer um curso universitário.

Ela conta que fez curso de cabeleireiro, mas sua vida é mesmo como cozinheira. De acordo com a empreendedora, seu restaurante café receberá festivais culturais e gastronômicos. A mãe acha que ela está dando um exemplo para outras pessoas com síndrome de Down.

Pouco mais de um mês, abriu na cidade de São Paulo o primeiro café, lá na Rua Augusta, que é comandado por pessoas com síndrome de Down, o Café Chefes Especiais.