Um soldado da Polícia Militar morreu na manhã desta sexta-feira (21), durante uma tentativa de assalto. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Câmeras de segurança da região mostram o momento em que o carro do #policial tentou se esconder atrás do carro e ainda atirou contra os criminosos. O soldado, que deixa mulher e três filhos, é o 90° policial morto no Rio só esse ano. O tiro que atingiu o soldado teria partido de um fuzil calibre 45. Só este ano, o Hospital da Posse recebeu 401 pessoas baleadas, entre criminosos, civis e policiais; uma média de 2 baleados por dia.

Lotado no 20º BPM (Mesquita), o PM foi baleado no lado direito de seu corpo e chegou a ser socorrido no Hospital Geral de Nova Iguaçu (Posse).

Publicidade
Publicidade

Ele, contudo, já chegou morto à unidade. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e, até o momento, nenhum suspeito foi preso. Fabiano tinha uma esposa e três filhos.

Segundo um PM amigo do soldado Brito, o policial recusou uma oferta de trabalho oferecida por um empresário de Nova Iguaçu que está preocupado com a violência contra os policiais. O convite foi feito na semana passada.

Segundo dois empresários que contratavam o PM para fazer a segurança de suas esposas, Fabiano era "o número um do batalhão". "Eu queria tirar ele da polícia, mas ele gostava muito. Ele era o número um do batalhão. Ele, em Miami, de folga, prendeu um bandido lá. Eu paguei o curso do Bope pra ele, era ele o que recebia ameaça todo dia. Era o único que prendia traficante [VIDEO], encarava o tráfico", disse um empresário que preferiu não se identificar.

Publicidade

"Ele recebia ameaça de morte praticamente todos os dias. O cara incomodava muito o tráfico. Ele era evangélico, não tinha sacanagem, não tinha acerto. Ele era o exemplo do batalhão", acrescentou o empresário.

A última grande operação que ele participou foi há dois dias, quando o policial prendeu o traficante Playboy, na Coreia, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense.

No início da semana, o cabo Bruno Santos de Azevedo, de 29 anos, foi atingido na cabeça e não resistiu durante a troca de turno na comunidade da Mangueira, na Zona Norte do Rio. Bruno estava na Polícia Militar há seis anos e tinha pedido transferência do Complexo do Alemão, onde trabalhava, porque estava com medo da violência. Na segunda (17) pela manhã, quando foi baleado, era o seu primeiro dia de trabalho na UPP da Mangueira.

No mesmo dia à noite, o PM Thiago Marzula de Abreu, 30 anos, fazia um patrulhamento na comunidade da Dita, que fica no bairro de Alcântara, em São Gonçalo, quando levou um tiro na cabeça. #brasileiro #Crime