O ministro do Supremo Tribunal Federal (#STF) #gilmar mendes talvez seja a figura mais controversa do cenário político atual sem ser, de fato, um político. A cada dia cresce o número de pessoas que o querem fora da cena política brasileira.

No site Change.org, há um abaixo-assinado pedindo o impeachment do ministro. O documento será encaminhado ao Senado Federal e o senador Álvaro Dias (Podemos-PR). A meta de alcançar um milhão de assinaturas online e isso deve acontecer logo. Até o momento, mais de 650 pessoas já assinaram.

“O ministro Gilmar Mendes proferiu diversas vezes decisões que contrariam a lei e a ordem constitucional.

Publicidade
Publicidade

A recente soltura de réus como José Dirceu e Eike Batista demonstra o descaso com o crime continuado e a obstrução à justiça que, soltos, eles representam”, diz trecho da carta atrelada ao #Abaixo-assinado criado por José Luiz Maffei.

Decisões polêmicas

As decisões do ministro Gilmar Mendes repercutiram bastante em todos os país nos últimos meses. Ele foi o responsável por soltar o petista José Dirceu, ex-ministro chefe da Casa Civil que foi condenado há mais de 30 anos pelo juiz federal Sergio Moro, em primeira instância, e aguarda julgamento em segunda instância.

A decisão teria revoltado os representantes do Ministério Público que trabalharam para que o homem forte dos governos Lula (entre 2003 e 2010) fosse condenado. Moro também não teria ficado satisfeito com a decisão.

Além disso, Gilmar Mendes teve conversas interceptadas em que aparece conversando com o senador Aécio Neves (PSDB).

Publicidade

O caso veio à tona em meio e causou muita polêmica já que o senador mineiro tentava barrar uma investigação que tinha como alvo ele mesmo.

Outro ponto polêmico na trajetória de Gilmar Mendes aconteceu no mês passado. No julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes, na condição de presidente do TSE, foi o responsável pelo voto de minerva e absolveu a chapa.

Com o resultado de 4 a 3 contrários à cassação, Michel Temer continuou no comando do país e a ex-presidente Dilma Rousseff não perdeu os direitos políticos. A votação fez com que Mendes recebesse uma enxurrada de críticas de todos os lados.

Os petistas ficaram divididos. Se por um lado estavam felizes porque Dilma não perdeu os direitos políticos, por outro lamentaram a continuação de Temer, a quem chamam de "golpista", na presidência da República. Desagradas a todos, aliás, tem sido o grande trunfo de Gilmar Mendes. Talvez o único que se agrade dele seja Aécio Neves.