Luiz Carlos da Rocha, nascido em 11 de julho de 1959, paranaense, foi apelidado de “Cabeça Branca” em virtude de ter os cabelos grisalhos desde os 30 anos de idade (1989). O seu perfil é descrito como frio, discreto, eficiente e inteligente, entretanto não é considerado violento. Ficou conhecido como “Embaixador do tráfico” pelo fato de ser o principal fornecedor de drogas das facções criminosas do Brasil. Mesmo negociando com diferentes facções, nunca ficou na linha de frente dos combates do tráfico. Quando a guerra entre das facções estourava, Rocha continuava imune devido à boa relação diplomática que tinha com todas as facções nacionais e internacionais.

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Entendendo o caso da prisão do maior traficante da América do Sul

Rocha estava na lista dos traficantes mais procurados pela Polícia Federal (PF) e a Interpol (polícia internacional) na América do Sul e estava foragido há mais de 30 anos, segundo a corporação. Agentes da Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD) do Paraguai admitem que talvez a #Corrupção de agentes públicos seja a razão pela qual o traficante nunca tenha sido preso. Ele comandava uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro e tráfico internacional de drogas até o dia 1º de julho, quando a PF prendeu finalmente o famoso “Cabeça Branca” através da Operação Spectrum.

A Operação Spectrum foi formada para desarticular a organização criminosa comandada por Luiz Carlos da Rocha (Cabeça Branca).

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O nome dessa operação foi pelo fato do traficante viver nas sombras, sempre oculto, trabalhando na escuridão.

Estrutura da empresa do tráfico

O “Cabeça Branca” levava consigo um movistar de aproximadamente meio quilo, um laptop e uma agenda cheia de telefones. Um dos nomes na sua agenda era o de Jorge Rafaat Toumani, natural de Mato Grosso do Sul, residente em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, onde morava há anos na cidade e era apelidado de “empresário” (morto em 2016). Jorge tinha um variado leque de fornecedores de maconha à mão. Juntos, os dois traficantes trocaram telefones e acertaram detalhes, como: combinar a logística e os clientes de Luiz Carlos com os fornecedores e, também, como traficar na fronteira do Paraguai. Jorge foi fundamental para Luiz Carlos se tornar o famoso traficante “Cabeça Branca”.

A organização criminosa liderada por Rocha utilizava escoltas armadas, ações de contra vigilância (para impedir a proximidade policial), carros blindados, porte de armas, ações violentas, atos de intimidação.

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Tudo isso foi para permanecer em atividade no tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro durante 30 anos.

A sua logística de entrega da droga era bastante sofisticada. O grupo controlava e atuava desde a área de produção na Bolívia, no Peru e na Colômbia até a parte do transporte e distribuição de entrepostos no Paraguai e no Brasil. Aproximadamente, a quadrilha, liderada por Rocha, introduzia 5 toneladas de cocaína mensalmente no Brasil e boa parte da droga também era enviada para o exterior.

Como funcionava a logística do tráfico

O transporte da droga era feito em pequenos aviões que saíam dos países que produziam a cocaína (Colômbia, Peru e Bolívia) com destino a várias fazendas brasileiras (fronteira entre os estados do Pará e de Mato Grosso). O espaço aéreo da Venezuela era utilizado nessas viagens. Após descarregada, a droga era transportada em grandes caminhões com fundos falsificados com destino a São Paulo (interior) para posterior distribuição a facções criminosas brasileiras, sobretudo: Rio de Janeiro e São Paulo. A droga também era exportada para Europa e Estados Unidos saindo do porto de Santos.

O traficante fez cirurgias plásticas alterando o seu rosto e pintou os cabelos para não ser reconhecido. Além disso, estava usando, atualmente, a identidade de Vitor Luiz de Moraes, conforme relato da PF. Quando detido, foi preciso acionar a perícia do órgão para confirmar se era mesmo o “Cabeça Branca”. Com dados fotográficos, foi concluído que Luiz Carlos da Rocha e Vitor Luiz de Moraes eram a mesma pessoa.

Além de Luiz Carlos da Rocha, também foi preso Wilson Roncarati, em Londrina (Paraná), que é considerado o braço direito de “Cabeça Branca”, segundo a PF. Os dois foram presos preventivamente (por tempo indeterminado).

A prisão de Luiz Carlos da Rocha

Sábado, dia 1º de julho de 2017, a Polícia Federal (PF), através da Operação Spectrum, prende Luiz Carlos da Rocha, apelidado de "Cabeça branca", na cidade de Sorriso (MT), considerado um dos maiores traficantes da América do Sul, segundo a corporação. Há mais de duas semanas policiais federais à paisana faziam tocaia no local. Além disso, havia equipes de prontidão em uma casa de três andares em Osasco (São Paulo), onde os policiais relataram a apreensão de mais de 2 milhões de dólares em espécie (guardados em malas) e uma arma no quarto do traficante.

Rocha responderá por vários crimes, tais quais: organização criminosa, falsificação de documentos públicos e privados, tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e associação ao tráfico.

Com o tráfico internacional de drogas, o patrimônio obtido por Luiz Carlos da Rocha pode chegar ao somatório de US$ 100 milhões em contas bancárias em paraísos fiscais, imóveis e veículos no Brasil e em outros países também (em nome de “laranjas”). Mas isso ficará para a 2ª fase da operação da Polícia Federal. #tráfico de drogas #Crime