Após o início de um processo de fiscalização em postos de combustíveis de Arapiraca, o Procon da capital metropolitana do Agreste alagoano encaminhou ofício ao superintendente do órgão em Alagoas, João Anizio Araújo dos Santos Neto, solicitando que seja desenvolvido um trabalho nos municípios de Santana do Ipanema e Penedo.

De acordo com o coordenador executivo do Procon Arapiraca, Dênis Malta Reis, as ações de fiscalização nos postos de combustíveis do município acontecem com o objetivo de analisar a qualidade e preços praticados no comércio local.

Cerca de 24 horas após o início da fiscalização, diversos postos reduziram drasticamente o valor do #combustível, que desde então pode ser encontrado a partir de R$ 3,15 na capital do Agreste.

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“Em decorrência destas ações, este órgão municipal vem recebendo demandas significativas de consumidores solicitando as mesmas providências nos municípios de Penedo e Santana do Ipanema, nos quais não possuímos jurisdição, motivo pelo qual, pleiteamos junto ao órgão estadual medidas que abranjam este setor de consumo”, complementou Dênis Malta.

Em Arapiraca, denúncias recebidas levaram o Procon a notificar o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Alagoas (Sindicombustíveis). Em pesquisa realizada, o órgão constatou alinhamento de preços em vários estabelecimentos do município, o que é uma prática ilegal.

Em um curto período, o valor do litro de gasolina, por exemplo, variou entre R$3,15 e R$3,72, aumento considerado abusivo. Já na cidade de Penedo, que fica localizada na região do Baixo São Francisco alagoano e distante 160 km da capital Maceió, a média de preços da gasolina, por exemplo, é ainda maior.

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A comum, na maioria dos postos de combustíveis da cidade, custa R$ 3,79 e, a aditivada, é vendida por R$ 3,89.

Os penedenses aguardam ansiosos por essa fiscalização do Procon para que as denúncias de um suposto cartel na cidade ribeirinha sejam investigadas e esclarecidas, em respeito aos consumidores locais. Cartel, segundo o Wikipédia, é um acordo explícito ou implícito entre empresas concorrentes para, principalmente, fixação de preços ou cotas de produção, divisão de clientes e de mercados de atuação ou, por meio da ação coordenada entre os participantes, eliminar a concorrência e aumentar os preços dos produtos, obtendo maiores lucros, em prejuízo do bem-estar do consumidor. #Abuso #Crime