O suicídio vem perseguindo a família Vagas há várias gerações. Nesta semana, mais uma tragédia abalou o clã com a morte de Getúlio Dornelles Vargas, de 61 anos, encontrado morto com um tiro na nuca. "Getulinho", como era carinhosamente chamado pelos familiares e amigos, carregava o mesmo nome do avô, o lendário ex-presidente da República, Getúlio Vargas, que tirou a própria vida em agosto de 1954. Manuel Antonio Vargas, pai de "Getulinho", também não escapou da maldição e suicidou-se em 1997.

O advogado foi encontrado já sem vida em seu apartamento no bairro Moinhos de Vento, na capital gaúcha, na última segunda-feira (17).

Publicidade
Publicidade

Ele morava com uma filha, que no momento da tragédia não se encontrava em casa. De acordo com a Polícia Civil, a causa da morte teria sido um tiro na região da têmpora. Ainda segundo a delegada Roberta Bertoldo, da 2ª Delegacia de Homicídios de Porto Alegre, o suicida deixou uma carta endereçada à #Família, porém não revelou os motivos do gesto tresloucado. "São questões bem íntimas", explicou a autoridade, informando ainda que ele deixou várias mensagens carinhosas para os familiares.

Pessoas próximas à família confirmam que ele sofria de depressão, porém sempre foi um homem alegre e gostava de viver rodeado de amigos. "Ele sempre foi uma pessoa muito querida dentro do PDT", disse Juliana Brizola. O neto de Getúlio Vargas foi um dos fundadores do partido, que também foi de Leonel Brizola, falecido em 2004.

Publicidade

Ele era avô de Juliana. Segundo a jovem, Getulinho era muito considerado no meio político por ser neto de Vargas.

A história de tragédias dos Vargas

No dia 25 de agosto de 1954, o então presidente da República, Getúlio Vargas, o avô, num gesto de extremo desespero, pôs fim à própria vida dentro de seu quarto, no Palácio do Catete, Rio de Janeiro. O presidente encontrava-se em meio à uma crise política sem precedentes, porém, seu gesto extremo o tornou um mártir aos olhos do povo brasileiro.

Assim como o neto, o infeliz presidente deixou uma carta explicando que a política o levou a dar aquele passo mortal, visto que não suportava ver seu povo ser espoliado. Mesmo tendo enfrentado tanto ódio, tanta calúnia, seu ânimo não se abatia. "Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história", encerrava assim sua trajetória. O mesmo ocorreu com seu filho, Manuel Antonio Vargas, pai de Getulinho, que foi encontrado morto com um tiro no coração. Segundo à polícia, o #Suicídio teria sido por depressão. Há estudos que indicam a origem da depressão como genética.