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Uma das tragédias mais marcantes do Brasil completou dez anos. Entre os anos de 2006 e 2007, o país viveu um colapso aéreo, que culminou com o acidente envolvendo um avião da TAM em Congonhas, aeroporto de São Paulo. Dez anos depois, o ex-presidente da Infraero, José Carlos Pereira, hoje com oitenta anos, revela que o que passou foi verdadeiramente difícil e terrível. Ele define tal situação como uma espécie de inferno diário, que teve de greves dos controladores (ainda escassos nos tempos atuais) até o acidente da TAM. Mas afinal, o que ocasionou a tragédia? José Carlos invoca as apurações realizadas pela Aeronáutica para mencionar que o que houve, na verdade, foi um grave erro de pilotagem.

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Queda aérea, maior da história no Brasil, seria erro de piloto

Para o ex-presidente da Infraero, as evidências mostram claramente que houve um erro do piloto. Ele lembra que o manete direito, ao invés de estar na posição de freada, na verdade, estava acelerando ainda mais o avião. Ele, em seguida, revela que o piloto não teria passado por um problema parecido e nem simulação, o que explica o erro, que teria sido um dos motivos para o que Jose Carlos chama de "acidente horroroso". Ele ainda conta que no período do acidente, o número de horas para a formação de pilotos era pequeno na TAM. O ideal para os testes seria de 40 horas, quando, na prática, apenas 12 horas eram as de treinamento. "Poderia ser pior", avalia ele. Na época, isso não era ilegal, mas acaba causando o que o ex-presidente da Infraero chama de ansiedade.

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"A empresa aérea costuma seguir cegamente as instruções de treinamento do fabricante, mas nesse caso não", diz o hoje aposentado homem do sistema aéreo brasileiro.

Para Ministério Público, ex da Infraero também seria culpado em tragédia

O Ministério Público de São Paulo acusou José Carlos como um dos responsáveis pela tragédia. O órgão diz que o brigadeiro teria sido imprudente ao dar liberdade para que a pista do aeroporto de Congonhas continuasse a ser utilizada. Isso porque, meses antes, houve uma reforma da pista e não houve o que é chamado de "grooving", que é uma adequação do chão para as aterrissagens. O Ministério Público ainda acusa o brigadeiro de não exigir aspectos técnicos da pista, como o nível de atrito causado nela. A acusação foi apontada pelo promotor Mário Luiz Sarrubo.

Ao comentar o assunto, ele diz que o grooving não faria com que o acidente não acontecesse e o brigadeiro chamou o assunto de irritante. Ele lembrou que na acusação final, feita pelo MPF, o seu nome não estava na lista de responsáveis pela tragédia. #Crime #Investigação Criminal