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A tragédia do rompimento da barragem de #MARIANA, em #Minas Gerais, jamais será esquecida pelos moradores da região. Por problemas técnicos e de engenharia, vidas foram perdidas e um número incontável de pessoas teve suas vidas destruídas. Hoje, a tragédia de Mariana é considerada como o maior desastre ambiental da história do Brasil, acontecido no dia 5 de novembro de 2015.

A situação dos moradores de Mariana causou comoção internacional e os olhos e preces do mundo se voltaram para o Brasil. Na imprensa, a cobertura massiva dos veículos mostrou não só o desastre ambiental, mas também como a vida das pessoas que ali viviam foram transformadas em uma tragédia sem fim.

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Empresários são acusados de matar quase 20 pessoas

Contudo, mesmo com todos os fatos que se desenrolaram desde a contenção da barragem que estourou na cidade mineira, o juiz federal de Ponte Nova, em Minas Gerais, decidiu pela suspensão da ação contra 22 acusados de causar o rompimento da barragem que matou pessoas e destruiu parte de um município inteiro. Jacques de Queizo Ferreira, o magistrado, entendeu que era possível suspender a ação contra os funcionários da Vale, Samarco, BHP Billiton.

O crime do qual eles são acusados acumula em 19 mortes e pelo soterramento do distrito de Bento Gonçalves, uma importante região habitada por famílias de trabalhadores de Mariana.

Com o estouro da barragem de Mariana [VIDEO], 40 outras cidades de Minas Gerais e Espírito Santo sentiram o efeito da lama que veio de Fundão.

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O desastre foi tão grande que a bacia hidrográfica do Rio Doce ficou gravemente contaminada, prejudicando milhões de pessoas inocentes.

Após saber da notícia da suspensão do processo, os internautas que acompanharam a tragédia de Mariana revoltaram-se. Na caixa de comentários do Estadão, muitos disseram achar um absurdo a decisão do magistrado.

"Não tem justiça nesse país. Espero que esses empresários mofem na cadeia", disse um internauta.

Processo pode ser anulado por acusados

De acordo com o site do jornal Estadão, a decisão do juiz acolhe o pedido da defesa do diretor-presidente licenciado da Samarco, Ricardo Vescovi, e também de Kleber Terra, diretor-geral da empresa. Os dois afirmam que as provas obtidas pelo MPF (Ministério Público Federal) são nulas, pois foram obtidas por meios ilícitos. Caso o juiz aceite o pedido dos diretores, o processo contra os acusados se tornará anulado, dificultando ainda mais a punição dos empresários acusados pelos crimes de homicídio.

A empresa Samarco chegou a ser procurada pelos jornalistas do Estadão, mas ela não quis se pronunciar sobre o caso. Já a Vale, que também está sendo acusada pelos crimes contra a população de Mariana, não se pronunciou até o fechamento desta reportagem. O Estadão informou que está aberto para receber uma palavra da empresa.

A Blasting News Brasil reforça este posicionamento e oferece espaço para todos os lados da notícia se pronunciarem. #Polícia