A avenida Indianópolis é uma das mais movimentadas da região Sul da cidade de São Paulo. A via, que passa por uma região nobre da cidade, possui um ponto muito conhecido em seu cruzamento com a alameda Tacaúnas,onde a prática de prostituição é muito comum. De um lado da avenida os #travestis se oferecem para os clientes e, do outro, prostitutas do sexo feminino fazem o serviço. Foi justamente nesse cenário que um crime brutal aconteceu, na noite desta terça-feira (1), quando um motorista do aplicativo de transporte #UBER foi morto a facadas. A suspeita é que ele tenha sido morto por um ou mais travestis.

Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública do Estado, o caso foi registrado por volta das 22 horas, quando populares chamaram a Polícia Militar e o Resgate para atenderem uma ocorrência de agressão.

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Ao chegarem ao local, os atendentes encaminharam a vítima para o Hospital São Paulo, mas ele acabou morrendo antes mesmo de chegar à unidade de pronto atendimento.

Travestis jogaram pedras no carro da vítima

O ato de violência foi tamanho que começou antes mesmo de a vítima ter sido atingida. Os agressores começaram a selvageria atacando pedras para fazer com que o motorista parasse, segundo informações divulgadas pelo portal G1.

Quando os PMs e os atendentes do Resgate chegaram ao local dos fatos, os travestis haviam fugido. Mas, segundo informações de testemunhas, após pararem o carro da vítima, os travestis iniciaram uma briga com o motorista e acabaram agredindo o rapaz com golpes de faca. Os golpes foram desferidos na região da perna e do peito.

Vítima estava na empresa há uma semana e teve fim trágico

De acordo com informações da polícia, o caso foi registrado como #homicídio simples no 16º Distrito Policial, na Vila Clementino.

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A polícia apurou que a vítima trabalhava como motorista do aplicativo Uber há apenas uma semana.

Em janeiro um caso semelhante de homicídio foi registrado na mesma avenida, só que a 600 metros de distância de onde o rapaz foi morto.

Local é ponto de prostituição conhecido que gera altos lucros para cafetões

A avenida Indianópolis é conhecida pelos vários pontos de prostituição que congrega, ao longo de sua extensão. A atividade chega a render R$ 30 mil por semana para os cafetões que exploram as prostitutas e alguns travestis.

A prostituição não é crime, mas a cafetinagem, sim. As prostitutas, que ficam do lado par da avenida, costumam desembolsar entre R$ 120 e R$ 200 por semana para poderem trabalhar no local. Já os travestis afirmam que não têm cafetões, mas alguns deles são agenciados quando chegam a São Paulo, para trabalhar no local.