Uma família do distrito de São José, no município de Santa Helena, no Paraná [VIDEO], resolveu adiar o enterro de Neymar da Silva, de 44 anos, que morreu vítima de infarto na terça-feira (8). Os familiares tomaram a decisão porque o coração do morto voltou a bater durante o velório.

Veja o vídeo

Segundo uma irmã de Neymar, após sofrer o infarto, seu corpo foi encaminhado até a cidade para ser velado e sepultado. No dia seguinte, por volta das nove horas, os parentes estranharam o fato do corpo do homem ainda estar quente. A mãe percebeu que ele estava com o rosto e as mãos quentes, sendo que deveria estar mais pálido.

Para averiguar a situação, dois médicos do Pronto Socorro de Santa Helena se deslocaram até o velório e colocaram um medidor de pulso no dedo de Neymar.

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A família fez um vídeo onde é possível ver a oscilação de batimentos cardíacos. O aparelho mostrou que o falecido tinha entre 70 e 90 batimentos por minuto.

Para não deixar nenhuma dúvida, o corpo foi encaminhado para o Pronto Socorro, onde permaneceu por cerca de 40 minutos. Após todos os testes, os médicos afirmaram que o homem estava realmente morto e esclareceram que a oscilação no pulso não é de causar espanto, já que se trata de um fenômeno comum em pessoas mais jovens que morrem vítimas de infarto. Após a confirmação, o corpo foi levado novamente à funerária e teve todo o sangue e fluídos corporais retirados para ser liberado para o velório.

A Secretaria de Saúde de Santa Helena não emitiu nenhuma nota oficial sobre o caso, mas os familiares acreditam que aconteceu um erro no primeiro diagnóstico da morte de Neymar.

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Para eles, se fosse feita uma avaliação correta na primeira vez, talvez pudesse ter recebido atendimento e até mesmo conseguir sobreviver ao infarto.

De acordo com o cirurgião cardiovascular do hospital VITA, de Curitiba, Luiz Fernando Kubrusly, em entrevista ao jornal Gazeta do Povo, o músculo do coração apresenta atividade elétrica como qualquer outro músculo, por isso, em situações de mortes súbitas, é possível apresentar uma contração mesmo depois da morte. Entretanto, isso é algo raro e ocorre e em um curto período de tempo.

O caso chamou a atenção de todo o país e repercutiu nos principais programas de televisão e foi comentado em diversas redes sociais, tornando-se um dos assuntos mais comentados da internet. Apesar de todo transtorno causado com a situação, a família do paranaense mantinha esperança de que pudesse estar vivo após perceber as batidas em seu coração. #notícias quentes #Polícia