Nesta última segunda-feira, 7 de agosto, o Tribunal Regional do Trabalho da 5° Região, Bahia, surpreendeu [VIDEO] aqueles que notaram uma publicação feita pelo Diário de Justiça Eletrônico. Enquanto o Brasil vive uma intensa crise econômica, fazendo com que as pessoas abandonem certos consumos em busca de economizar, o Tribunal Regional baiano colocou no jornal eletrônico um aviso de #licitação sobre um novo contrato que seria "necessário".

O contrato seria com uma empresa qualificada profissionalmente para assessorar magistrados e servidores públicos com aulas de ginástica, incluindo corridas e caminhadas. Tudo indica que o contribuinte terá que arcar até mesmo com os exercícios físicos dos magistrados, já que esses valores saem do bolso do cidadão brasileiro.

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Enquanto o objetivo é cada vez mais enxugar os gastos públicos, o #TRT teve a ideia de contratar o chamado "personal trainner", arcando com o dinheiro dos impostos vindos da contribuição.

No próximo dia 22 de agosto, às 13 horas, será aberto o pregão eletrônico. Ainda não se sabe o valor exato que vai ser destinado para a contratação de profissionais da área de educação física e ginástica. O Tribunal Regional foi procurado para dar esclarecimentos sobre o caso, mas, como amanhã é fim de semana, os servidores públicos estão de folga e as ligações telefônicas não foram atendidas. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também foi procurada, mas até o final desde artigo não houve qualquer tipo de manifestação.

O aviso da licitação tem o processo número 7285/2017, e está bem especificado no Diário da Justiça o motivo para a abertura do processo, que visa ajudar a melhorar a qualidade de vida de servidores públicos e magistrados.

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Gastos excessivos

Segundo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) [VIDEO], Gilmar Mendes, a Justiça Brasileira "gasta demais" com juízes e desembargadores. Em 2016, o gasto ao contribuinte chegou a R$ 1,75 bilhão, um aumento de até 270%, comparado com o ano de 2015.

A Universidade Federal do Paraná fez um estudo e concluiu que o Brasil estaria apenas atrás de El Salvador com gastos no setor Judiciário. Mendes classificou como um "festival de absurdos". Ele avalia que o Judiciário só faz viagens na classe executiva e as despesas exageradas já foram denunciadas no CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

O ministro explicou que, quanto maior o cargo, mais benefícios os servidores têm, sendo que o serviço prestado continua no mesmo nível de qualidade. #Personal Trainer