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Você vai conhecer agora a incrível história de uma jovem que inventou a própria gravidez. Ela conseguiu inventar a gravidez, o parto e a festa do primeiro aniversário da criança que nunca existiu.

O advogado da mulher, Carlos Andreotti, afirma que ela está em tratamento psiquiátrico. Ela enganou toda a família do ex-namorado e até a Justiça, porque ganhou direito a uma espécie de “pensão”.

Nas fotos, Pâmela exibe a barriga de alguns meses de gestação. Ao lado das amigas, comemora a chegada de uma menina em um chá de bebê. No vídeo é possível vê-la na porta de um salão de festas durante o aniversário de um ano da filha.

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Tudo fazia parte de registros comuns para uma mãe, se tudo não fizesse parte de uma grande farsa.

Segundo Vitor, de 24 anos, ex-namorado de Pâmela, ele nunca imaginaria que uma pessoa fosse capaz de arquitetar um plano tão assustador como esse.

Pâmela chegou a mostrar para a família de Vitor, um exame que afirmava o resultado positivo para gravidez, porém, a gestação levantou suspeitas e Vitor pediu exame de DNA. “Foram várias tentativas, ela sempre dava uma desculpa, ela sempre inventava uma coisa nova, chegava em cima da hora falando coisas absurdas para não fazer o exame e a gente não conseguia vê-la”, concluiu Vitor.

A reportagem do #Domingo Espetacular teve acesso a um áudio enviado por Pâmela a um grupo de amigas. Nele, a jovem conta por que não aceitava fazer o teste de DNA. “Eu contei para ele que eu estava grávida, ele simplesmente sumiu.

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Falou que não queria olha na minha cara, queria o DNA. E eu não faço DNA de jeito nenhum, porque eu me sinto muito humilhada de fazer o DNA”.

Nas redes sociais, Pâmela dizia que a barriga estava crescendo, momentos registrados até por um ensaio fotográfico profissional. Em outros registros, ela aparece com amigas em um chá de bebê da suposta filha que se chamaria Laura. Nesse mesmo período, Pâmela alegou que estaria passando por uma gestação de riscos e pediu pensão na Justiça, a chamada alimentos gravídicos.

“Ela apresentou um documento de um laboratório local, em que indicava resultado positivo para gravidez. Esse documento foi apresentado de forma fraudulenta”, afirmou o promotor Sebastião Donizete Lopes.

A mãe de Vitor, desconfiada, procurou o laboratório em que Pâmela teria feito o exame de gravidez. Foi quando um funcionário disse a ela que Pâmela não estava grávida e que o teste apresentado à família teria sido adulterado.

A descoberta da falsificação do exame de gravidez aconteceu na véspera da comemoração de um ano de vida de Laura.

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Uma festa que custou cerca de R$ 2.800,00. Pâmela tentou trazer uma filha de uma amiga para tentar se passar por aquela que seria sua filha, porém, o plano não deu muito certo e após a descoberta, Pâmela saiu da festa com o rosto coberto sem dar explicações para os convidados. Logo após, ela teve que ir à delegacia. O caso foi registrado como não criminal. No boletim de ocorrências, duas hipóteses foram levantadas: Pâmela teria sofrido um aborto ou uma gravidez psicológica.

Pâmela foi internada no dia seguinte. Ela sofre de transtorno de personalidade emocionalmente instável. A promotoria agora vai investigar se ela teve ajuda de familiares para arquitetar o caso. A jovem pode responder pelos crimes de falsificação de documentos e declaração falsa. As penas são de seis anos de prisão. Em relação ao namorado, cabe a ele decidir se vai acionar a Justiça.

Assista à reportagem:

#falsa gravidez #matéria da semana