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O caso do homem acusado de agredir com um facão a sua companheira no estado de #Goiás, chegou ao fim. A polícia divulgou, nesta quinta-feira (3), o fim do inquérito que teve início no dia 19 de julho. O mototaxista Elisomar Pereira da Silva, de 31 anos, foi descoberto através de uma denúncia anônima, que relatava as agressões que ele cometia contra a esposa, além de mantê-la em cárcere privado.

Ao ser levado à delegacia de Pirenópolis para prestar depoimento, o mototaxista permaneceu em silêncio durante todo o depoimento. Porém, gravações encontradas em seu celular serviram como provas incriminadoras, que somadas, poderão incriminá-lo a uma pena de até 28 anos de prisão, caso seja condenado.

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Relembre o caso

Diante de vários acontecimentos em todas as partes do Brasil, sempre se é noticiado tragédias envolvendo pessoas, que na maioria das vezes são da mesma família. O índice de violência cresce cada vez mais no Brasil, mas o que preocupa é onde e porque tem acontecido. Muitas vezes por motivos banais, inimagináveis e que chegam a abalar uma cidade, estado ou até mesmo todo o país.

Desta vez, a Polícia Civil concluiu o inquérito envolvendo Elisomar Pereira da Silva, preso sob acusação de torturar a própria esposa, utilizando-se de um facão. Ele também teria usado pimentas para aplicar sobre as partes intimas da vítima, com a finalidade de fazê-la sofrer com ardores. O crime foi registrado em Pirenópolis, cidade localizada a 120 km de Goiânia, em Goiás.

Segundo informações do delegado responsável pelo caso, Ariel Martins, o acusado vai responder por tortura mediante cárcere privado, além de estupro de vulnerável.

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Segundo ele, o acusado ainda teria obrigado a vítima a consumir drogas momentos antes de iniciar a tortura.

“Uma equipe fez buscas e encontrou vídeos e imagens, gravadas pelo próprio acusado, que mostra todo o ato de tortura contra a mulher. Ele, além de lesões com o facão em várias partes do corpo, também lesionou as partes intimas da vítima. Após a lesão, o vídeo mostra quando ele faz o uso de pimentas para provocar sofrimento através da ardência”, disso o delegado ao portal de notícias G1.

Elisomar foi preso no dia 22 de julho, em Anápolis, quando estava na casa de um de seus irmãos. Quando foi preso, ele alegou ao delegado que teria feito todo o ato motivado por uma possível traição que sofreu da vítima, mas o delegado afirmou que a versão dada por Elisomar, de fato, nunca teve confirmação.

“Ela já se banhou, está calma. Só despedacei um facão nas costas dela, coloquei pimenta no 'trem' dela [partes íntimas] e tudo. Deixei ela bem sossegada agora, mas ela está de boa, até já conversamos (sic)”, diz o Elisomar na mensagem enviado a amigos com vídeo e fotos da agressão contra a esposa.

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Segundo o delegado, a mulher foi resgatada com hematomas em várias partes do corpo, um corte na coxa esquerda, além de lesões nas partes íntimas. “Assim que a resgatamos, encaminhamos para uma unidade hospitalar, onde recebeu atendimento prioritário. Depois de medicada, foi liberada e já se encontra em sua residência com familiares”, destacou o delegado. #Violência doméstica