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Após ter o seu nome figurando como uma das principais empreiteiras no escândalo de corrupção envolvendo a Petrobras e outras construtoras na operação Lava-Jato, a Odebrecht revisou seu modelo de negócios e hoje anunciou que as empresas do grupo terão mais autonomia na gestão de suas atividades - podendo inclusive decidir sobre o quadro societário e abertura ao mercado - e no posicionamento de suas marcas.

Segundo um release publicado no site da empresa, o nome #Odebrecht passará a ser exclusivo para a Holding, enquanto as outras empresas do grupo poderão decidir sobre a mudança da marca em linha das suas necessidades, mas mantendo uma identificação visual que garanta uma coerência com a identidade do grupo.A estratégia serve para se distanciar da operação Lava-Jato, aonde as citações de pagamentos indevidos a executivos e agentes políticos no Brasil e no exterior e formação de cartel com outras empreiteiras desgastaram a imagem das empresas e de seus executivos, sendo o Marcelo Odebrecht e Emílio Odebrecht (ex-presidentes da empresa) os mais citados.

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Outra empresa que adotou a mesma tática anteriormente foi o Banco Schain, também envolvido no escândalo da Lava-Jato, que em junho anunciou a mudança de nome da empresa para "Base" com o objetivo de "resgatar a credibilidade no mercado e preparar a empresa para assumir outros desafios operacionais, sobretudo na área de óleo e gás".Segundo as investigações, o banco Schahin "emprestou" dinheiro ao Partido dos Trabalhadores através do pecuarista José Carlos Bumlai em troca de vencer um contrato de aluguel de um navio-sonda (usado na exploração de petróleo) com a Petrobras.

Empresa paga caro por seus erros

Após firmar uma colaboração definitiva com as investigações da operação #Lava Jato em março, a Odebrecht escreveu notas de desculpas, esclareceu erros e firmou acordos de leniência no Brasil, na Suíça, nos Estados Unidos, na República Dominicana, no Equador e no Panamá, firmado no dia 1º de agosto.

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Nele, ficou acertada uma multa de US$ 220 milhões a ser paga pela empresa.

Em abril foi fechado um acordo com a República Dominicana, com estabelecimento de multa no valorde US$ 184 milhões.

No acordo fechado com os Estados Unidos, foi determinado o pagamento de R$ 93 milhões (R$ 288,7 milhões) aos EUA, US$ 2,39 bilhões (R$ 7,42 bilhões) ao Brasil e US$ 116 milhões (R$ 360,1 milhões) à Suíça, totalizando cerca de US$ 2,6 bilhões em multas. #PT