O tráfico de drogas movimenta milhões de reais no Brasil, gerando milhares de postos de "trabalho" clandestinos, nas mais diversas regiões do país. Além de criar uma verdadeira "rede" paralela, a ação dos criminosos é muito bem estruturada e possui uma atuação tão "inovadora" que poderia deixar qualquer gestor de queixo caído. Não é à toa que os traficantes já estão comercializando um tipo de maconha conhecido como "#skunk", que tem efeito 30 vezes mais forte do que o da droga comum. E foi justamente esse tipo de maconha que foi apreendido na tarde desta segunda-feira (31), em um sítio no interior de São Paulo.

A ação, coordenada pela Polícia Civil, gerou surpresa, devido à alta tecnologia utilizada nos cultivares da droga, em uma fazenda na zona rural do município de Redenção da Serra, no Vale do Paraíba.

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O trabalho dos policiais culminou na prisão de um homem, e na #apreensão de 6 quilos da substância, armas, dinheiro e equipamentos que eram utilizados na comercialização do produto.

Policiais apreendem mudas de maconha geneticamente modificada

De acordo com dados da Polícia Civil, o homem preso na operação é um servente, de 26 anos, que trabalhava no cultivo dos pés de maconha.

Os policiais chegaram até o sítio após um levantamento minucioso de informações feito por agentes da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Taubaté, município vizinho ao local onde ocorreu a apreensão.

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O trabalho dos agentes permitiu que o suspeito fosse identificado, assim como o local do sítio onde acontecia o cultivo dos pés de maconha.

Ao chegarem ao sítio, os agentes da Polícia Civil encontraram 30 pés e mudas de maconha. De acordo com a polícia, a "super maconha" é também conhecida como "skunk" e trata-se de um tipo de planta geneticamente alterada, para que possa provocar um efeito 30 vezes mais forte do que provoca a maconha comum.

Porções prontas para o comércio estavam dentro de uma estufa

No mesmo sítio, só que dentro de um quarto da casa que era usado como estufa, os policiais encontraram mais ervas. Uma parte delas estava preparada para a secagem e a outra já estava pronta e devidamente embalada para a comercialização. Segundo o que foi apurado pela investigação, as drogas seriam vendidas na cidade vizinha de Taubaté.

Além dos pés de maconha e das drogas em processo de secagem, os policiais apreenderam no local um revólver calibre 38, com a numeração violada, munição, uma máquina de embalagem a vácuo, uma balança, embalagens diversas, um aparelho de telefone celular e R$ 13 mil em dinheiro.

O servente confessou o crime e foi preso em flagrante. Ele foi autuado por porte ilegal de arma e também por manipular plantas que servem como matéria-prima para a preparação de drogas. #maconha geneticamente modificada