Um policial militar passou a ser alvo de um processo interno administrativo após afirmar para seu comandante que não fará uso de arma de fogo, em todas as situações, inclusive em situações de risco. Ele justificou que, sua atitude é devido ao seu segmento religioso.

Em uma sindicância, o soldado foi questionado, sobre como operaria, caso estivesse diante de uma situação em que um colega de trabalho ou um cidadão precisasse de uma intervenção letal com arma de fogo. Ele respondeu: Não sei o que eu faria diante disso.

O policial é integrante da 5ª Companhia do 4º Batalhão da #PM, do munícipio de Aribiri

O soldado atua na 5ª Companhia do 4º Batalhão da PM, localizada em no bairro de Aribiri, na cidade de Vila Velha (ES).

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A Companhia é responsável pelo policiamento da região abarcada entre o bairro São Torquato e Glória, abarcando a Grande São Torquato e a Grande Santa Rita. Todas essas regiões sofrem com problemas de violência, incluindo o tráfico de drogas.

A sindicância teve início no mês de maio deste ano, porém foi transformada em um Procedimento Administrativo Disciplinar de Rito Ordinário (PAD-RO), segundo o parecer do boletim. O policial agora poderá ser excluído da corporação.

Tudo começou após o policial comentar sobre “sua recusa em utilizar arma de fogo” para outros companheiros da corporação. A atitude do policial consta como indícios de irregularidades na conduta e essa postura é totalmente incompatível para a função de um policial militar.

A Corregedoria da Polícia Militar e o Ministério Público Estadual já está acompanhando o caso.

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A Polícia Militar divulgou uma nota, informando que ao policial será garantido o amplo direito de defesa e ao contraditório. Diante disso, a Corregedoria irá tomar as medidas cabíveis a situação.

O sargento Renato Martins Conceição, que é presidente da Associação dos Cabos e Soldados, afirmou que a ideia do policial em operação, recusar-se a utilizar sua arma de fogo é totalmente fora do padrão [VIDEO] e que não dá para aceitar esse tipo de ação.

“Eu entendo que a arma deve ser utilizada apenas última ocasião, porém existe hora que ela não servirá apenas para se defender, mas ao companheiro de trabalho e também ao cidadão. Eu não consigo aceitar a postura do policial”, afirmou Conceição.

Conceição também deixou claro que o policial a arma é essencial à função e isso é falo desde o dia em que o candidato decide prestar concurso público. “Em toda a minha vida e carreira policial, essa é a primeira vez que vejo algo desse tipo [VIDEO]. Já ouvir algo do tipo no passado, em que policiais usavam armas sem munição. Porém tudo era uma lenda urbana. Nós sabemos que a arma de fogo é de total necessidade”.

De acordo com informações do Portal da Transparência do governo, o policial já atua desde o mês de março de 2014. #Espirito Santo #não uso arma