Sendo um direito básico para população, segurado pelo Art. 5º da Constituição Federal, a #Saúde no quesito #saneamento básico tem tido falhas no Brasil, tanto no tratamento do esgoto quanto no abastecimento de água. Ainda é possível ver em regiões mais afastadas do centro de grandes metrópoles os esgotos a céu aberto ou o uso de caminhões-pipas para levar água até a população.

Em estudo da Diamond Mountain, empresa de private equity, foi observado pelos analistas a importância que existe no tratamento do esgoto. "Acredito que a importância do saneamento básico é enorme para população, tanto na questão de saúde, diminuindo a mortalidade infantil, também evitando parasitas e doenças, o que ajuda na força de trabalho", diz Vicente Koki, analista-chefe da Diamond Mountain

No estudo, analistas do fundo de investimentos perceberam a falta de investimento privado que ocorre no setor, já que os serviços prestados apenas com o dinheiro público não tem garantido retorno para população.

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Focando na região Sudeste do Brasil, onde se encontra boa parte das indústrias e serviços, menos da metade de quem vive nos quatro estados tem o esgoto tratado pelas companhias públicas. Com isso, a Diamond Mountain, pelo seu estudo, afirma a importância da entrada do capital privado para ter melhor qualidade no serviço.

"Hoje no Sudeste do país, pelos dados que temos, apenas 47% da população da região têm o esgoto com tratamento, sendo muito pouco pelo poder aquisitivo que existe no mínimo em três estados, como Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. A necessidade da iniciativa privada seria na melhoria do serviço, e evolução da estrutura. Hoje, a Sabesp e a Copasa, respectivamente de São Paulo e Minas Gerais, que cuidam do tratamento de água, têm grande gastos apenas na manutenção", diz Koki.

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Investimentos futuros

Dados do estudo mostram que até 2021 o Brasil não conseguirá atingir 100% no abastecimento de água. Isso pelo alto custo que existe na canalização e na tecnologia para as construções de armazenamento de água para regiões afastadas. As empresas alegam que o baixo capital, gastos em manutenção e o Brasil com a grandeza territorial são problemas que dificultam a chegada da água para as populações. A Sabesp, em São Paulo, terá pelos próximos seis anos R$ 14 bilhões reservados para investimento, mas boa parte do valor será usado para manutenção.

Sem conseguir mais capital para investir na expansão dos canais de água e melhoria da tecnologia em tratamento de esgoto, boa parte da quantia será em ajustes do que já existe no estado. Com a iniciativa privada no setor, existiria a possibilidade de aumentar a quantia destinada para evolução do quadro atual, como explica o analista-chefe da Diamond Mountain, "O país está atrasado por não ter uma iniciativa privada no setor, pois em 1970 já ocorria o envolvimento das duas frentes - privada e pública - na América latina, sendo exemplo, o Chile.

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O investimento privado é necessário para melhorar o serviço, evoluir tecnologicamente o que já temos de estrutura e criar mais", afirma Koki.

Project Finance

A busca por lucro e capital é o primeiro motivo para a iniciativa privada investir em qualquer ramo. Marcos Costa, CEO da Diamond Mountain, vê a possibilidade de ter capital estrangeiro entrando no país com grande interesse no setor de tratamento de esgoto e abastecimento de água. "A estrutura fraca do tratamento de esgoto abre espaço para investimentos brasileiros e estrangeiros, sendo importante que muitas ideias de melhorias saiam do papel", afirma Costa.

Para sair do papel do estudo e ir mostrar a rentabilidade gerada neste investimento, os canais seriam as PPPs (Parcerias Público Privada), que já ocorrem no país. Com um nome menos conhecido, as PPPs são os Project Finance, que o pagamento do que foi investido pela empresa será pago no lucro que o empreendimento gerar.

Sendo uma empresa de private equity, onde financia empresas menores que buscam maiores investimentos ou capital para investir em algum projeto, como foi o caso da CTG (Companhia de Transporte de Gás), que a Diamond Mountain comprou 50% para colocar em prática o gasoduto virtual. A experiência na área de financiamento faz Koki ter uma análise mais técnica.

O modelo de Project Finance, para o analista, é a melhor opção. "Já utilizamos no país a Parceria Público Privada, que seria um Project Finance, e deu certo em vários setores, podendo dar resultados positivos no tratamento de esgoto", afirma o analista. Sem pensar em #Privatização, ele explica qual forma as empresas preferem atuar. "A iniciativa privada preferem atuar pelos lados, ou seja, como financiadoras e não como cotas totais das empresas. A ideia de privatização é algo que dificilmente ocorre", finaliza Koki.