Aos 23 anos, Alef Pereira viu sua vida ser completamente transformado. Internado há mais de duas semanas, ele viu recentemente o seu rosto na tela de um telefone. Alef ficou sem se olhar porque passou momentos difíceis. Ele, que se monta como travesti, saiu com um cliente. Os dois foram a um motel de São Gonçalo, onde Alef apanhou até desmaiar e foi trancada no local, que, em seguida, foi incendiado.

O caso ganhou espaço no jornal carioca Extra. A polícia trata o caso como transfobia. [VIDEO] O acusado de realizar o crime é Fábio Barreto da Silva. O foragido tem 23 anos. O caso aconteceu no fim do mês passado, mas apenas agora, após a divulgação pela polícia do retrato falado do foragido, teve grande repercussão em todo o mundo.

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Crime de transfobia no Rio de Janeiro: travesti que foi queimada viva diz que deixará de ser feminina

Atualmente, o jovem #Travesti está internado em um hospital a apenas quatro quilômetros do local em que foi atacado. Segundo os médicos, ele teve metade do corpo queimado.

A parte mais preservada do rapaz é justamente o seu rosto, para o seu alivio. O corpo de Alef foi muito queimado, pois o seu agressor jogou álcool, que ingeria no momento da barbaridade, no lençol que ele estava deitado. Em seguida, ateou fogo no pano.

'Senti muita raiva dele', diz travesti que teve corpo incendiado no Rio de Janeiro

Alef disse que ficou com muita raiva quando viu a foto do agressor. A imagem foi levada pela delegada do caso. Ele disse que o homem não tinha o menor motivo para fazer isso com ele, o que leva os investigadores a acreditarem que o que houve foi um crime de #Transfobia.

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A cabeleira da travesti, que era muito vasta, também foi consumida pelo fogo. Hoje Alef consegue mexer apenas uma das mãos, graças a todas as ataduras que estão em seu corpo.

'Vou ser gay boy', diz travesti, após quase morrer queimada

Alef diz que a vida de travesti é muito difícil e que, por isso, não se prostituiria mais para ganhar dinheiro. Ele disse que vai ser "gay boy", que é o homossexual que se veste com roupas masculinas.

Em entrevista ao Extra, o rapaz argumenta que nunca achou a prostituição digna e que agora vai trabalhar e estudar. Alef estudou apenas até a oitava série, o que pode ser visto como um problema para ele conseguir um emprego. O jovem diz que vai retomar os estudos.

Em entrevista ao Extra, o fundador do Grupo Gay Liberdade, Well Castilhos, diz que é normal a vítima ficar se culpando, mas que não é isso o que deveria ocorrer.

Veja abaixo a foto da travesti após ser trancada para morrer queimada em um quarto: