O homem acusado de ejacular em uma mulher dentro de um ônibus na avenida Paulista na terça-teira, 29 de agosto, foi preso novamente neste sábado, 2 de setembro, pelo mesmo crime. Desta vez, Diego Ferreira de Novais, de 27 anos, foi flagrado importunando uma mulher dentro de outro coletivo na mesma região de #São Paulo, na avenida Brigadeiro Luiz Antônio. O homem foi encaminhado para o 78º DP nos Jardins após os passageiros deterem o homem e chamarem a #Polícia.

Esta não é a primeira vez que o Diego é detido. Na ocorrência anterior, que repercutiu na imprensa [VIDEO] e na internet, ele também foi detido pelos passageiros e levado para a delegacia, mas acabou solto logo em seguida porque o promotor e o juiz responsáveis pelo caso entenderam que não houve estupro.

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O delegado responsável pela nova ocorrência, Rogério de Camargo Nader, no entanto, afirmou que pedirá a prisão preventiva do rapaz e trabalhará para que o suspeito não seja libertado novamente. Ele também disse que caso esta seja negada, pedirá que Diego seja encaminhado para tratamento psiquiátrico. O delegado contou à imprensa que Diego alegou ter problemas psicológicos e que já teria até tentado se matar.

Diego é reincidente no crime (ou na contravenção, já que a prática de ejacular em outra pessoa não é considerado um crime, mas apenas importunação), já tendo sido flagrado em situações semelhantes mais de 14 vezes. Desta vez, porém, a situação pode ter sido um pouco diferente, pois Diego tentou segurar a vítima quando ela tentou se afastar dele.

Segundo relatos das testemunhas, o homem teria sentado ao lado da mulher [VIDEO] e após ter encostado nela várias vezes tirou o pênis para fora.

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Até a chegada da políciam, os passageiros do ônibus não haviam se dado conta de que tratava-se do mesmo que ejaculara em uma mulher dentro de um ônibus na avenida Paulista dias antes.

Depois da repercussão negativa do caso na imprensa, o Tribunal de Justiça e o Ministério Público de São Paulo defenderam a mudança nas leis sobre estupro [VIDEO]. A intenção é abrir o debate público para que um novo tipo de crime seja criado. Algo intermediário entre a importunação ofensiva ao pudor e o estupro.

Há ainda quem defenda que a importunação ofensiva ao pudor tenha caráter de crime e conte com uma punição mais severa. Essa é a opinião do presidente do TJ-SP o desembargador Paulo Dimas Mascaretti. Ele também defende que outras propostas sejam discutidas com a sociedade, pois é preciso que sejam feitas mudanças na legislação capazes de atender aos desafios do mundo contemporâneo. #Onibus