Diego Ferreira de Novaes, de 27 anos, ficou conhecido pelo Brasil inteiro após ser solto um dia depois de ter ejaculado no pescoço de uma passageira de um transporte coletivo onde ele também estava, em São Paulo.

O juiz José Eugênio do Amaral Souza Neto, responsável por lhe conceder o alvará de soltura, alegou que não houve constrangimento, ameaça e nem sequer violência, já que a vítima dormia enquanto ele fazia o ato, e que segundo a constituição brasileira, a sua atitude não configura um crime, apenas um ato menos ofensivo.

O caso gerou enorme revolta e repercutiu muito nas redes sociais [VIDEO], pois, além de ter ganhado o privilégio da liberdade, menos de uma semana depois o homem foi preso novamente e pelo mesmo motivo.

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Mas, desta vez ,a vítima relata que, ao perceber que o homem que estava parado em pé ao seu lado começou a se masturbar, ela tentou levantar e ele a prensou com a perna. Ela, então, começou a gritar e os outros passageiros o contiveram. O motorista parou o ônibus e trancou as portas para evitar que ele fugisse ou que fosse linchado enquanto aguardava a chegada da Polícia Militar.

Desta vez, Diego, que já tem 17 passagens pela polícia, todas envolvendo a prática de abusos de natureza sexual, ficou preso de forma preventiva por determinação do juiz Rodrigo Colombini. Ele também esta prestes a receber a sentença por um crime que é acusado desde o ano de 2013, onde responde por crimes contra a dignidade sexual. Na época, ele ficou alguns meses preso e depois foi liberado por meio de alvará de soltura para aguardar a sentença em liberdade.

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Diante da divulgação dos novos casos, surgiu uma nova vítima de Diego. Há cerca de nove meses, ele foi flagrado por outra passageira de coletivo, cometendo o mesmo ato. Ela o fotografou e postou em sua conta na rede social Facebook. Na publicação, ela conta que, ao ver que o homem que estava parado ao seu lado, estava com a mãe dentro da calça, ela custou a acreditar no que ele estaria fazendo.

Porém, juntou forças e resolveu gritar para que ele parasse e tirou várias fotos dele. Ele, sem dizer qualquer palavra ou esboçar reação, apenas desceu na parada seguinte. Ninguém no coletivo tomou qualquer atitude com relação à situação.

Ela ainda faz um apelo na postagem, dizendo que as mulheres que possam passar por isso não devem esperar por ajuda de ninguém e que devem tomar por elas mesmas uma atitude.

Até o fechamento deste artigo, a publicação de uma das vítimas de Diego alcançou mais de 17 mil compartilhamentos e muitos comentários. De acordo com mais esse fato, que não foi contabilizado na ficha criminal do acusado, fica a pergunta de quantas outras mulheres não viveram momentos horríveis apenas por ter tido a má sorte de pegar o mesmo ônibus que ele?

Veja o que ela diz:

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#Violência contra a mulher #foto #Facebook