O caso Isabella Nardoni foi um dos crimes que mais mexeu como o Brasil nos últimos tempos. A menina foi jogada do sexto andar no Edifício London, em São Paulo.

Percival de Souza, especialista em crime da RecordTV, anos depois abre o jogo e explica como a polícia descobriu a grande reviravolta no caso e apontou os verdadeiros culpados do crime. De acordo com ele, um detalhe cruel no cadáver da menina acabou mudando tudo.

'Quando vi eu chorei', diz Percival ao falar sobre detalhe cruel da morte de Isabella Nardoni

A menina tinha apenas 6 anos quando foi morta. Percival conta que até o delegado do caso, Calizto Kalil, chegou a chorar quando viu o corpo estendido da menina do chão.

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Naquele momento, ninguém sabia ainda que a menina tinha sido assassinada. Um assalto era uma das hipóteses.

A polícia perguntava a Alexandre Nardoni, pai de Isabella, visivelmente desesperado, se ele teria algum inimigo. Os agentes queriam saber de quem ele desconfiava. Naquele momento, ainda não se sabia quem era o culpado do crime. Um detalhe cruel, no entanto, acabou mudando a cena. Por volta de 1 horada manhã, enquanto o delegado e sua assistente choravam, o pai olhou no relógio e questionou se poderia ir para casa.

Detalhe aparentemente insignificante mudou rumos da investigação no caso Isabella

O fato de Alexandre olhar para o relógio e estar preocupado com um banho intrigou os policiais e começou também a mudar os rumos da investigação a respeito desse assunto. Então, o delegado decidiu apurar melhor a morte, que completou nove anos em 2017.

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Manchas de sangue foram encontradas no carro do casal. Essas só puderam ser vistas através de luminol. Foi a segunda pista que a polícia precisava.

A cada dia Alexandre e Anna Jatobá estavam mais encrencados. O casal da classe média via o seu mundo desmoronar, enquanto a mãe da criança, Ana Carolina Oliveira, chorava. Nenhum ladrão teria entrado no edifício e manchas e mais manchas estavam no percurso.

Isabella Nardoni estava sangrando antes de ser jogada pelo prédio

No elevador, no corredor e em diversos pontos do crime havia sangue da criança. Caso encerrado: espancamento brutal até a morte da menina, por motivos inexplicáveis, pela madrasta ciumenta de Isabella.

Alexandre subindo numa cama com o apoio (marcas dos sapatos encontradas), com ela já inerte nos braços. Segurou-a pelos pulsos e, em seguida, arremessou o seu pequeno corpo pela janela. O curioso é que ninguém ouviu nada. #Isabelle Nardoni #Crimes Importantes