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Em tempos de crise política e gritos de ‘Bolsonaro 2018’, quem conhece a história recente do Brasil sabe o frio na espinha que a opinião política emitida por qualquer oficial do exército causa nos meios de comunicação.

Por conta disto, o comandante do Exército, general #Eduardo Villas Bôas, soltou uma nota desautorizando militares a falarem em nome da instituição.

Razão disso? O general Antônio Hamilton Martins #Mourão, dias atrás, em palestra em uma loja maçônica em Brasília, abertamente considerou possível uma intervenção militar no país, uma sugestão dessa vinda da alta patente Militar, não foi considerada pela mídia como mera especulação.

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Villas-Boas pede desculpas pela fala de Mourão

Apesar do Com. Villas Bôas ter apresentado ao ministro Raul Jungmann (Defesa) esclarecimentos sobre a opinião do General, ele cuidou de justificar ‘para assegurar a coesão, a hierarquia e a disciplina’, porém a nota, por enquanto, teve apenas efeitos políticos, ou seja, cuidou de dar satisfações sobre o ocorrido.

Disciplinarmente, ainda não houve e ao que parece não haverá aplicação de nenhuma providência neste sentido. O teor da repreensão do Comandante ao General Mourão foi de que se preserve as opiniões pessoais sem se pronunciar oficialmente.

“Se precisar, estamos prontos”, afirmou Mourão

Mourão se justificou dizendo que sua fala foi em um evento fechado de caráter privativo e que em nada poderia ser considerado como uma aclamação pública ou anúncio de insatisfação com o andamento das instituições democraticamente consolidadas.

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Villas-Bôas assegura compromisso do Exército

Oficialmente, a única autoridade que pode falar em nome do Exército é o Com. Villas Bôas, e os seus posicionamentos quanto a temas relevantes são emitidos por canais oficiais, assegura em nota. Conclui, então, que o seu propósito é manter o ‘compromisso de servir à nação’.

A pá de cal no assunto

O Ministro Jungmann, para pôr um fim à polêmica e acalmar os ânimos de setores que já se preparavam para promover manifestações, afirmou publicamente ter tratado em reunião com o Comandante o caso e ter delegado qualquer providência a Villas-Boas. ‘Me reuni com o comandante do Exército, ele tomou as providências necessárias, emitiu nota a esse respeito e este caso está encerrado’, declarou o ministro da Defesa.

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