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Não existem palavras que possam expressar a dor da mãe de Tamires Almeida, de 14 anos, que foi brutalmente assassinada por seu vizinho, um garoto de 13 anos, [VIDEO] que a esfaqueou várias vezes, nas escadarias do prédio onde moravam em Goiânia, capital de Goiás. O crime bárbaro aconteceu no último dia 23 de agosto. Depois de cometer o assassinato, o adolescente seguiu para a escola onde ele e a vítima estudavam e contou para o coordenador que havia matado a jovem.

De acordo com o portal de notícias online, 'G1', Maria Paula de Almeida, de 43 anos, mãe de Tamires, fez um desabafo estarrecedor, em que fala sobre toda a sua dor e desespero, e afirma que não consegue tirar da cabeça a imagem da filha morta nas escadarias do edifício onde mora.

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Maria Paula, que trabalha como recepcionista, está em busca de um tratamento psicológico para ter forças para conviver com tamanha amargura e angústia.

"Vi minha filha em cima de uma poça de sangue"

Maria Paula é a tristeza em pessoa, ainda muito emocionada e chorando muito, ela disse que naquele dia a filha saiu de casa e se despediu normalmente [VIDEO]. Algum tempo depois, ela ouviu gritos vindos do corredor, uma pessoa batia desesperada em sua porta, quando ela abriu, pediram que ela levasse uma cadeira para uma mulher que estava passando mal. "Era a mãe do menino que matou minha filha, mas até então eu não sabia". Paula revela que estava sem entender o que havia acontecido, foi então que ela resolveu chegar até a entrada da escada de incêndio e viu o chinelo branco de sua filha. Apavorada, ela se aproximou e foi quando viu afilha em cima de uma poça de sangue.

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"Ela morreu sozinha"

A mãe, ao perceber que sua filha estava caída ao chão, começou a gritar desesperadamente, pedindo ajuda e para quem estivesse por perto verificasse se ela ainda estava viva. "Ela morreu sozinha, na escada". Maria entra em desespero ao se lembrar que a filha morreu a poucos metros de onde ela estava e que não pôde fazer nada para ajudá-la. Maria se martiriza ao pensar que a filha pediu ajuda, gritou por socorro e ela não ouviu. "Eu continuo pensando que estou vivendo um pesadelo", afirma Maria Paula.

Eu sempre protegi minha filha

Ela faz questão de frisar que sempre zelou muito pela filha, até mesmo por causa da crescente violência; inclusive foi por este motivo que optou por morar em um prédio. Paula frisou que nunca deixou a filha sair à noite sem a companhia de um responsável. “Eu não moro em casa por medo de assalto. Não imaginava que estava morando no mesmo prédio que um assassino”, desabafou. Tamires era uma excelente aluna, queria cursar psicologia, estava estudando muito e se preparando para o Enem, segundo afirmou a mãe, completamente desolada.

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Crime premeditado

Maria Paula pede que o assassino de sua filha seja realmente punido. Tanto ela quanto a #Polícia acreditam que o crime foi premeditado. Infelizmente, a lei permite que o menor de idade fique apreendido, e ela afirma que vai lutar por isso, que está viva para lutar para que a justiça seja feita por sua filha. Maria disse que não vê o garoto que matou sua filha como um doente, mas sim como criminoso e perigoso. “Não tem motivo nenhum para ele fazer isso. Ela era só uma criança, cheia de sonhos, de vontade de viver".

Ajuda

Neste momento difícil de sua vida ela está contando com a ajuda de amigos e familiares para encontrar forças. Ela contou que não vai conseguir mais viver onde sua filha foi assassinada e que vai providenciar a sua mudança em breve.

Perdão

Ao ser questionada pela reportagem do G1, se perdoaria o assassino de sua filha, Maria Paula disse que no momento não tem condição de pensar a respeito. “Não sei responder isso agora. Ele deu uma facada na boca dela até o queixo. Ele não tirou só a vida dela, tirou a beleza dela também”, disse chorando. #sofrimento #crime brutal