Expediente comum em algumas igrejas evangélicas, o apontamento fervoroso de diferenças teológicas pode denotar uma determinada provocação para aqueles que são alvo do apontamento.

O Brasil é um país de maioria cristã onde as pessoas dentro dessa maioria ou são católicos ou são evangélicos [VIDEO]. O protestantismo tem crescido vertiginosamente ao longo dos últimos anos e com isso tem surgido também a multiplicação de igrejas evangélicas em várias cidades do país. Mas esse crescimento, além de mostrar um número cada vez maior de fiéis evangélicos, também não tem escapado às polêmicas. Em alguns cultos vistos como mais radicais na TV tem se notado algumas provocações contra os católicos - desde o antigo episódio polêmico em que um dos líderes de uma famosa #Igreja Evangélica chutou uma imagem religiosa católica, até o mais recente caso, em que o autointitulado apóstolo Agenor Duque, da Igreja Plenitude do Trono de Deus, com sede localizada em São Paulo, foi acusado de ter comparado #Nossa Senhora a uma garrafa de Coca-Cola.

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O gesto do líder evangélico, transmitido em um canal na TV, foi visto como zombaria à devoção à imagem de Nossa Senhora e ele pode sofrer consequências judiciais.

O vídeo que mostra o ato viralizou na internet. Nele, o líder evangélico não cita nominalmente o nome de Nossa Senhora, mas diz que é escura como a garrafa e diz que o manto dela se assemelha a um rótulo, dando a entender que está falando de Nossa Senhora Aparecida. Ele solta a garrafa no chão e diz que a desafia a se levantar, ressalta que está falando da Coca-Cola, mas lembra: “Você sabe do que eu estou falando.”

O pastor, que fez uma campanha para que os fiéis fizessem doações para arrecadar três milhões de reais mensais para que a igreja continue mantendo o espaço nos rádios e na TV, também é acusado de atacar a imagem de São Jorge.

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Essas provocações geraram uma grande indignação entre líderes católicos brasileiros, então o pastor Agenor Duque decidiu retirar o vídeo da programação da igreja na TV. O setor jurídico da igreja evangélica comandada pelo pastor começou a notificar alguns canais do YouTube para que retirassem o vídeo polêmico. A alegação para a retirada foi a de ‘direitos autorais’.

Indignado, o padre [VIDEO] Augusto Bezerra indagou num sermão o porquê de o pastor agir dessa forma. O padre indagou sobre o que ele chamou de “ódio à Virgem”.

O pastor tem sido procurado pela coluna de um famoso portal da web, mas esse portal, até o momento, não recebeu uma resposta de um representante da igreja.