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Um vídeo chocante que circula nas redes sociais está gerando #Revolta ao mostrar um homem nu, deitado no chão de um museu enquanto uma criança muito próxima a ele é incentivada a tocar em partes do seu corpo. O fato ocorreu durante um evento denominado 35º Panorama da #Arte Brasileira, realizado no MAM (Museu de Arte Moderna) de #São Paulo.

O evento teve estreia no dia 26 (terça-feira) e tem seu encerramento previsto para o dia 17 de dezembro. As imagens mostram o coreógrafo Wagner Schwartz em uma “performance” chamada La Betê, na qual, segundo informações contidas na programação do evento, Wagner “[...] se torna um Bicho de Lygia Clark e pode ser manipulado pelo público”.

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A descrição da performance porém, não revela que Wagner se apresenta nu e que o público o qual o manipularia poderia ser composto de crianças.

O fato acontece poucas semanas depois da polêmica exposição Queermuseu [VIDEO] promovida pelo banco Santander, em Porto Alegre, que foi cancelada após protestos de grupos religiosos e da população em geral. O motivo foi que a mostra artística exibia quadros e painéis que supostamente faziam apologia à pedofilia, blasfêmia religiosa e à zoofilia. No dia 28 (quinta-feira), ocorreu uma reviravolta no caso Queermuseu. O Ministério Público Federal recomendou a “imediata reabertura” da exposição até a data que estava prevista o seu encerramento, que seria no dia 8 de outubro.

A recomendação foi enviada ao Santander [VIDEO] Cultural, entidade promotora do evento, que terá até 24h para dar resposta se irá ou não acatar à recomendação.

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Segundo o procurador da República Fabiano de Moraes, procurador regional dos Direitos do Cidadão, o fechamento da exposição é prejudicial ao exercício da liberdade de expressão, segundo ele: “... causa um efeito deletério a toda liberdade de expressão artística, trazendo a memória situações perigosas da história da humanidade, como os episódios de destruição de obras na Alemanha durante o período de governo nazista".

Sobre o evento

O Panorama da Arte Brasileira foi criado em 1969 com o intuito de reunir obras que pudessem compor o acervo do Museu de Arte Moderna. Segundo informações do site do MAM, o evento tem o objetivo misturar diferentes expressões artísticas que envolvam as áreas da arquitetura, da dança, da escultura, da fotografia e da poesia. A exposição tem curadoria de Luiz Camilo Osorio que é diretor do Departamento de Filosofia da PUC-RJ.