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O #massacre que aconteceu no Colégio Goyases, na sexta-feira (21), ainda tem causado grande revolta na população de Goiânia (GO). Um garoto de apenas 13 anos levou para a sala de aula uma arma de fogo e efetuou vários disparos contra seus colegas. Duas pessoas morreram e outras quatro ficaram feridas, todas as vítimas eram da sala do atirador. Devido à gravidade dos ferimentos, alguns estudantes ainda estão internados. O caso mais grave é de Isadora Moraes, de 14 anos. Ela foi alvejada com um tiro no pescoço e outro na coluna.

Em uma entrevista para os jornalistas, os pais da estudante disseram como está o estado de saúde dela.

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Segundo eles, o fragmento da bala se alojou na 10ª vértebra torácica e isso fez com que a estudante perdesse todos os movimentos da cintura para baixo [VIDEO]. Os médicos avisaram a eles que a lesão é irreversível e que Isadora não andará mais.

Porém, os pais da estudante ainda têm esperanças em ver a filha andar. Durante a entrevista, eles disseram que aguardam um milagre de Deus. "Deus já deu um milagre, que foi ela ficar viva. Agora, a gente espera outro milagre, que é o dela voltar a andar. Para mim, dói muito vê-la assim. É como se ela estivesse em uma prisão", disse a mãe da adolescente.

Isadora ainda está internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hugo (Hospital de Urgências de Goiânia) e não tem previsão de alta médica. Devido ao seu estado emocional abalado, os pais preferiram não contar a ela sobre a lesão na coluna.

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A mãe relata que quando a filha recobrou a consciência, disse que sonhou que havia morrido e acordou em seguida. “Fala para os médicos que quero minhas pernas de volta”, contou a mãe emocionada.

Atirador sofria bullying na escola

Os colegas de classe do atirador disseram que ele era vítima de bullying. Dias antes do massacre, o aluno João Pedro Calembo levou um desodorante para a sala de aula e o obrigou a usar. Segundo os colegas, ele dizia que o garoto tinha um mau-cheiro. Calembo foi a primeira vítima do atirador [VIDEO]. Ele morreu na hora.

Durante o enterro, emocionado, o pai de Calembo disse que perdoava o atirador. Ele também pediu para que a sociedade também o perdoe. O pai disse ainda que Calembo era um menino bom e alegre e que nunca teve nenhum problema de comportamento. Ele também aproveitou para fazer um apelo aos pais: “Cuidem de seus filhos.”

Arma do crime

O adolescente conseguiu a arma do crime dentro de sua própria casa. Seus pais são policias e disseram que o filho pegou a arma que estava bem guardada e levou para o colégio sem eles perceberem.

#colegio goyases