Um casal que não teve a sua identidade revelada foi indiciado pela #Polícia Civil do Distrito Federal, pelo crime de tentativa de homicídio contra o filho de apenas 2 meses de vida.

Segundo informações da Polícia Civil que abriu inquérito para investigar o caso, o casal teria forjado [VIDEO]um quadro de hiperinsulinismo congênito no bebê, que é uma doença #congênita que faz o pâncreas parar de produzir o hormônio na quantidade que o corpo necessita. A polícia informou ainda que a intenção dos pais era arrecadar dinheiro através das redes sociais, causando grande comoção popular. Em depoimento, os pais negaram que essa seria a intenção.

Entenda como o caso foi descoberto

O bebê precisou ser internado após uma crise de convulsão em junho de 2017, no Hospital Universitário de Brasília (UHB), e após os #Médicos conseguirem reverter o quadro, os pais informaram que tiveram mais três filhos, todos com a doença.

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Porém, após os médicos analisarem os resultados dos exames, perceberam que eles eram incoerentes. Depois de uma nova investigação, eles concluíram que a doença era proposital.

Para preservar a criança, o hospital acionou o Conselho Tutelar e transferiu imediatamente o bebê para uma Unidade de Cuidados Intermediários Neotanais, onde a mãe teria acesso limitado ao seu filho. Já instalado na Unidade, o bebê apresentou novamente um quadro de hiperensulinismo, e na ocasião a equipe de enfermagem foi acionada pela mãe, para avaliação de sua glicemia. Após o ocorrido, o hospital resolveu analisar as imagens das câmeras de segurança, que sugeriram que a mãe que estava com o bebê no colo, faz movimento de administração de substância exógena, que os médicos acreditam se tratar de insulina, o que justifica a alteração do quadro.

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Segundo os médicos, quem é exposto a insulina sem necessidade, pode ter convulsões, lesões irreversíveis ao cérebro e óbito.

O hospital imediatamente denunciou a mãe à Delegacia de Proteção à Criança e do Adolescente, e durante uma revista uma seringa foi encontrada dentro das roupas íntimas da mãe. Em depoimento ela disse ter injetado a substância no filho, pois o mesmo estava com níveis muito altos de glicemia, porém ela sabia que o filho estava medicado e que sua ação poderia resultar na sua morte. No depoimento, a mãe não quis informar como conseguiu a substância, mas já existem suspeitas que o pai da criança tenha conseguido por ser funcionário de uma farmácia.

Os pais, por decisão da Justiça, estão proibidos de ver o filho, e segundo informações do hospital o bebê melhorou.

A morte de outros dois filhos do casal no ano passado, com o mesmo diagnóstico, vem sendo investigada pelo Ministério Público do Distrito Federal. O caso corre em segredo de Justiça. Na ocasião, a família apelou para as redes sociais, alegando que o Estado não estaria ajudando na compra de insulina.