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No dia 22, o Supremo Tribunal Federal se encontrou perante a um caso nada comum. A história é de Rebeca, de 30 anos, que deseja interromper sua gravidez [VIDEO] indesejada de apenas seis semanas de gestação. Isso porque, segundo ela, não tem as condições econômicas e emocionais necessárias para ter um novo bebê. A mulher cria dois filhos e é remunerada por um trabalho temporário, que terminará em fevereiro.

Rebeca fez até mesmo uma carta para o tribunal pedindo a descriminalização do #aborto, pois muitas mulheres não têm as condições devidas para criarem crianças, tendo uma gestação infeliz e indesejada. Caso o #STF se comova com a causa, poderá ser legalizado o aborto em gestações de até 12 semanas.

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Mas, apesar de seu pedido, o STF não deu nenhuma declaração sobre a atitude - a solicitação está arquivada. Até agora, os casos de aborto são apenas para bebês com má gestação e também casos de risco para as mulheres.

Rebeca diz em sua carta que é mãe de dois meninos, Felipe, de 6 anos, e Thomas, de 9. Ela diz que não é nada fácil e ainda descobriu, no dia 14 de novembro, que está grávida. Ela conta que sua menstruação estava atrasada havia pelo menos uns 10 dias e, vendo sua situação, sentiu um enorme abismo em seu caminho acompanhado de um enorme sofrimento, que a sugava para baixo cada vez com mais força. Desde então, Rebeca passa parte de seus dias chorando, esquecendo coisas essenciais como comer, dormir e estudar.

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Ela ainda conta que fica imaginando como será daqui para frente, pois suas possibilidades são mínimas para criar um filho. Rebeca ainda diz que, se sua realidade fosse um pouco diferente, ela não iria pensar em abortar, e só quer fazer isso devido às suas atuais condições.

Exemplificando o que está acontecendo em sua vida, Rebeca revela que, mesmo o pai morando perto dos meninos e dando pensão alimentícia, ela ainda sente que faz o papel de pai para os seus filhos. Ela diz que o pai de seus filhos não a ajuda em outras coisas, dando a desculpa de que já paga pensão. Ela fala que, quando seus filhos estão doentes e ela chega da faculdade, por exemplo, não pode levá-los para o hospital, e pede a ajuda de seu ex marido. Quando ela faz isso, o homem diz que a pensão já é o suficiente, manda ela pegar um táxi e ir ela mesma com as crianças para o hospital.

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