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O juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, negou nesta segunda-feira, dia 20, o pedido apresentado pela defesa de Eduardo Cunha [VIDEO] para que o ex-deputado e ex-presidente da Câmara fosse transferido do Complexo-Médico Penal, onde está atualmente detido, na região metropolitana de Curitibana, para uma casa de detenção em Brasília ou no Rio de Janeiro. As informações foram veiculadas pela Agência Brasil.

Preso após desdobramentos da Operação #Lava Jato, Cunha passou as últimas semanas no sistema prisional de Brasília, para onde foi transferido para prestar depoimentos de outros inquéritos oriundos da operação.

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Como justificativa para tentar a transferência de Cunha, a defesa do ex-deputado usaram o fato de que Claudia Cunha, sua esposa, reside na capital federal, cidade que também é sede do escritório de sua defesa, o que geraria custo extra devido ao deslocamento de seus advogados para a capital paranaense. Já o Rio de Janeiro foi usado como alternativa por ser a cidade de origem do ex-deputado.

Na decisão de negar o pedido de transferência, Moro usou como justificativa o fato de que a influência de Cunha nos dois estados é maior do que em Curitiba, onde estaria isolado de grande parte da atuação política com “antigos parceiros criminosos”. Segundo a sentença de Moro, a decisão "dificultará a prática de novos crimes” por parte do ex-deputado.

Ex-presidente da Câmara dos Deputados e principal articulador do impeachment que demoveu a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016, #Eduardo Cunha está preso desde outubro do ano passado.

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O ex-deputado é acusado de ter participado ativamente de crimes de corrupção e recebimento de propina no chamado "quadrilhão do PMDB", grupo criminoso que agia na Câmara sob chefia do presidente Michel Temer, na época vice-presidente e que também já ocupou o cargo de líder da Câmara. #Sergio Moro