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Empossado nesta segunda-feira, dia 20, o novo diretor-geral da #Polícia Federal (PF), Fernando Segóvia, afirmou que o inquérito que investiga o presidente Michel Temer [VIDEO] (PMDB) por supostas irregularidades no Decreto dos Portos seguirá em procedimento.

“Continuará sendo investigado, sem nenhum problema”, disse Segóvia durante entrevista coletiva realizada após sua cerimônia de posse, realizada na sede do Ministério da Justiça, em Brasília. Segundo ele, a investigação “terá toda a celeridade, como todos os outros inquéritos no Supremo Tribunal Federal”.

Ainda falando sobre Temer, Segóvia afirmou que as investigações que levaram às primeiras duas denúncias da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Temer poderiam ter sido mais longas caso tivesse sido conduzidas majoritariamente pela PF ao invés da PGR.

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Ambas as acusações acabaram barradas após vitória da base governista na Câmara dos Deputados, restando apenas a investigação que acusa o presidente de ter beneficiado a empresa Rodrimar em relação à exploração de áreas do porto de Santos, no litoral de São Paulo

Sobre a justificativa de que a PF poderia ter alongado a investigação contra Temer e outros membros do PMDB, Segóvia afirmou que “uma única mala talvez não desse toda a materialidade criminosa” [VIDEO] para concluir se houve ação criminoso e quem foram os beneficiários do suposto esquema.

A frase de Segóvia foi uma referência à mala com R$ 500 mil em espécie entregues pelo empresário Ricardo Saudi, da JBS, para o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-MG), apontado como braço direito do presidente, para quem a mala seria direcionada a mando do diretor da multinacional, Joesley Batista, que em maio deste ano selou acordo de delação premiada e divulgou áudios com conversas comprometedoras que teve com Temer e com o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

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Questionado se a PF investigará o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot por supostas irregularidades na investigação do caso envolvendo a JBS e o presidente Temer, Segóvia afirmou que um trabalho de apuração da PF depende de um pedido de abertura de investigaçao, o que não foi concretizado até o momento.

Durante a conversa com jornalistas e representantes de mídia, Segóvia também afirmou que tem como meta cocluir as investigações dos inquéritos relacionados à Operação Lava-Jato até maio de 2018 ,mas frisou que a data não representa um limite para a PF, mas sim um objetivo. “É só uma meta a ser alcançada”, disse o novo diretor-geral do órgão.

Ainda na coletiva, o novo diretor-geral da PF tentou colocar panos quentes na disputa travada entre o órgão e o Ministério Público Federal (MPF). Segundo Segóvia, a rivalidade entre os dois setores é “uma triste e infeliz situação”, e os integrantes dos dois órgãos devem “escrever um novo capítulo em sua história deixando de lado a vaidade, a sede de poder”.

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Segundo ele, o equilíbrio e o entendimento entre a PF e o MPF podem funcionar “em prol de toda a nação brasileira”.

Presente na solenidade, o presidente #Michel Temer usou sua conta no Twitter para se manifestar sobre o novo ocupante do cargo de diretor-geral da PF. Ao doutor Fernando Segóvia, desejo sucesso nesta função que agora assume. Com a capacidade de trabalho e o preparo profissional, estou certo de que teremos uma @policiafederal cada vez mais forte”, escreveu na legenda de uma foto em que aparece cumprimentando Segóvia.

Em outra postagem, Temer também se dirigiu ao ex-diretor-geral da PF, Leandro Daiello, que ocupou o cargo por quase sete anos. “Agradeço ao doutor Leandro Daiello pelo trabalho que realizou como diretor-geral desde 2011”, postou Temer. “Receba nossos renovados agradecimentos por sua contribuição para a instituição e para o País”. #Propina