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O feminicídio cometido contra #Kelly Cadamuro já chocou o Brasil e agora ganha novo cenário e novos indícios que ajudarão a incrementar o indiciamento do réu confesso, #Jonathan Pereira Prado. O assassino que confirmou o crime e ainda ajudou a polícia em uma reconstituição da cena, será também indiciado por estupro, além do feminicídio, que é o crime de assassinato da mulher, mostrando desprezo pela figura feminina e ocultação de cadáver. A ocultação acontece por conta de Jonathan ter imerso a cabeça da vítima em um rio. No caso de Kelly, o assassino também premeditou o crime e cometeu outras maldades com a moça como, por exemplo, espancá-la.

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Isso deverá ser considerado nas qualificadoras do crime.

Kelly caiu numa cruel armadilha. Ela que iria se casar em breve, estava juntando dinheiro para seu intento e, para dividir os custos de uma viagem do interior de São Paulo para o interior de Minas Gerais, a moça decidiu oferecer carona. O assassino se ofereceu, dissimulando a intenção de cumprir o trecho, mas seu objetivo inicial, segundo seu depoimento, era roubar o carro. Como Kelly reagiu ao crime, ele decidiu matar a moça. Ao longo do trecho, o assassino disse que queria urinar e, ao parar o carro na estrada, Jonathan deu um murro no rosto da vítima e a partir daí o crime se desenrolou com requintes de crueldade.

Laudo da polícia informa a causa da morte e indiciamento por estupro

A Polícia Civil de Frutal, com o laudo em mãos, garantiu que a morte foi mesmo, conforme reconstituição, por asfixia mecânica.

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Entretanto, o laudo preliminar não apontou conjunção carnal, ou seja, o estupro. O inquérito foi concluído em tempo recorde, apenas 10 dias, o que não agradou a família. Segundo os familiares de Kelly, que chegaram a contratar um detetive particular para ajudar nas investigações, mais tempo poderia comprovar o estupro.

De toda forma, pouca gente sabe, talvez nem mesmo o assassino sabia, que o complexo constrangimento da vítima, que foi encontrada sem calcinha e calça jeans, aliado ao fato do assassino ter se contradito sobre o local e o motivo dela estar sem as roupas de baixo, já é prova de estupro [VIDEO], mesmo sem o laudo médico.

Segundo o artigo 213 do Código Penal, o crime de estupro se configura quando o agressor constrange alguém sob violência ou grave ameaça, e a partir do ato tem conjunção carnal ou pratica ato libidinoso com a vítima. Desta forma, mesmo o exame médico preliminar não constatando crime sexual, a lei enquadra o caso como estupro e o indiciamento de Jonathan será por ocultação de cadáver, feminicídio e também o estupro.

Jonathan não teve autorizada sua liberdade provisória e deverá responder pelo crime preso.

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