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A Justiça decretou, nesta última quinta-feira (9), o aumento de pena para a dona de casa Dalva Lina da Silva, condenada pela morte de 37 animais, entre eles, cães e gatos no ano de 2015. A pena ficou em 17 anos e 6 meses de reclusão. A decisão partiu na segunda instância da 10ª Câmara de Direito Criminal em São Paulo [VIDEO].

Após o decreto, uma equipe de polícia, juntamente com uma promotora, foi encaminhada até a residência de Dalva, porém, ao chegar no local, a mesma não foi encontrada. Foram realizadas várias tentativas de localizá-la, porém, nenhuma com sucesso. Diante da situação, a Justiça decidiu considerar a mulher como foragida e poderá ser presa a qualquer momento.

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Para isso, a polícia conta com o apoio da comunidade, que ao vê-la em algum local, deve imediatamente acionar a presença policial.

Na luta dos direitos dos animais, o caso de Dalva foi considerado emblemático, pois essa é a primeira vez que um caso tão grave de maus-tratos contra os animais é registrado no Brasil. Até então, ninguém havia pego uma pena tão severa em decorrência desse tipo de atitude.

No decreto da Justiça, Dalva recebeu uma condenação de 16 anos e seis meses apenas por matar os animais e mais um ano por ter feito o uso de medicamentos restritos apenas ao uso de médicos veterinários. Pelo que consta nos autos, Dalva matava os animais de modo totalmente perverso, utilizando-se de uma seringa, ela aplicava injeções diretamente no coração dos animais.

Mesmo já estando viciada em tal prática, os crimes só vieram ser descobertos no ano de 2012, após uma ONG defensora dos animais, suspeitar do comportamento da acusada e contratar um detetive particular, a fim de vigiar todos os passos de Dalva, que carregava uma boa fama por estar sempre adotando animais que encontrava nas ruas.

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Questionada sobre onde ela estaria colocando os animais adotados, Dalva afirmava que estava repassando para outras famílias, porém, ainda assim a ONG desconfiava e o detetive foi uma peça-chave na descoberta dos crimes que estavam sendo cometidos.

Em um determinado dia, o detetive acabou flagrando Dalva conduzindo alguns sacos de lixo em frente à casa de uma vizinha na Zona Sul de #São Paulo. Ele já desconfiava que dentro dos sacos de lixo estariam os animais mortos e resolveu acionar a polícia, que ao chegar no local, se deparou com vários animais enrolados em folhas de jornais. Ao adentrar na casa de Dalva, a polícia ainda encontrou uma cadela e mais oito gatos que ainda estava com vida.

Diante dos fatos, Dalva acabou sendo detida pelos policiais, que a conduziram para a delegacia, onde teve que prestar esclarecimentos. Desde esse dia, Dalva passou a aguardar seu julgamento em liberdade. Após a descoberta, ela passou a viver mais reservada e se apresentava para as pessoas como Margarida Ladeira.

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O porteiro do prédio onde ela residia informou a polícia que Dalva havia saído do prédio na última quinta-feira, e desde então não havia retornado ao local. A Polícia ainda tentou encontrá-la em outros endereços que ela mesma havia fornecido a Justiça, porém, em nenhum ela foi encontrada.

Vale ressaltar que a condenação recebida por Dalva é única em todo o mundo e algo exclusivo no Brasil. Qualquer informação que leve ao paradeiro e Dalva deve ser encaminhadas ao Gecap (Grupo Especial de Crimes Ambientes), do Ministério Público de São Paulo, ou pelo número 181 da Delegacia de Meio Ambiente. [VIDEO]

A polícia acredita que ela tenha sido previamente avisada pela defesa da sua possível prisão e por isso acabou se evadindo do local momentos antes da chegada da polícia. #animal #crime bárbaro