A primeira reunião ministerial do novo governo aconteceu nessa terça-feira (27), na Granja do Torto. Com os 39 ministérios presentes, Dilma discursou por 35 minutos e falou sobre educação, reajuste fiscal, campanha eleitoral, políticas sociais, leis trabalhistas e muito mais.

Veja alguns pontos importantes do discurso de Dilma:

Educação

Ao relembrar o que prometeu na campanha eleitoral, Dilma falou que seu objetivo principal seria: "a preparação do Brasil para a era do conhecimento - com prioridade absoluta para os investimentos em educação [...], base para um desenvolvimento duradouro. Nessas oportunidades todas, eu propus fazer do Brasil uma Pátria Educadora."

Economia

"[...] o que país precisa para os próximos quatro anos depende muito da estabilidade e da credibilidade da economia.

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Nós precisamos garantir a solidez dos nossos indicadores econômicos."

A presidente culpou dois fatores para esse "necessário reequilíbrio fiscal". O primeiro fator, que é externo, foi a crise mundial, juntamente com a queda dos preços da commodities e a alta do dólar. O segundo fator para o Brasil estar passando por severas altas de impostos seria a falta de chuva, pois a seca afetaria o mercado de alimentos, que nessas situações sobem os preços e afetam também o setor energético.

Leis trabalhistas

Devido ao caos na economia, causados pela "crise mundial" e a falta de chuvas, o governo se viu obrigado a "tomar medidas corretivas", ressaltou a presidente e continuou: "Vamos adequar, por exemplo, o seguro-desemprego, o abono-salarial, a pensão por morte e o auxílio-doença às novas condições socioeconômicas do país."

Imprensa x Governo

Dilma deixou seu recado para a imprensa que não concorda muito com o atual governo e disse: "Nós devemos enfrentar o desconhecimento, a desinformação sempre e permanentemente.

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Vou repetir: sempre e permanentemente. Nós não podemos permitir que a falsa versão se crie e se alastre. Reajam aos boatos, travem a batalha da comunicação, levem a posição do governo à opinião pública, a posição do ministério à opinião pública. Sejam claros, sejam precisos, se façam entender. Nós não podemos deixar dúvidas." E citou como exemplo: "quando for dito que vamos acabar com as conquistas históricas dos trabalhadores, respondam em alto e bom som: Não é verdade! Os direitos trabalhistas são intocáveis e não será o nosso governo, um governo dos trabalhadores, que irá revogá-los."

Petrobras

A presidente ressaltou que o compromisso do atual governo é de fazer na Petrobras "a mais eficiente estrutura de governança e controle que uma empresa estatal ou privada já teve no Brasil". E disse mais: "Temos que saber apurar, temos que saber punir. Isso tudo sem enfraquecer a Petrobras, nem diminuir a sua importância para o presente e para o futuro do país. "

Dilma finalizou sua fala pedindo que todos os ministro tenham diálogo com o Congresso, governadores, prefeitos e os movimentos sociais, como ela fará nesse governo que se inicia.

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