Nessa quinta-feira (5), o Distrito Federal demonstrou que, apesar de todos os demandados ocorridos no Palácio Central, ainda há pessoas naquela região que cumprem com suas responsabilidades.

Contenção de gastos

Em uma ótima atitude, que deveria ser seguida por outros Estados, o secretário de Gestão Administrativa e Desburocratização do governo do Distrito Federal (GDF), Antônio Paulo Vogel, anunciou a determinação do Estado para diminuir os gastos públicos. A primeira medida nesse sentido é reduzir a frota de carros oficiais. Só com isso, o Estado economizara 7 milhões de reais.

Isso pode parecer pouco, mas como o Estado foi deixado à beira da falência pelo ex-governador Agnelo Queiroz (PT), qualquer economia pode ser essencial para a sobrevivência deste.

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O atual governador Rodrigo Rollemberg (PSB) pegou um rombo de 4 bilhões e está fazendo o possível para ajeitar a dívida.

A situação é tão crítica que o Governador foi obrigado a cancelar a etapa da fórmula Indy que abriria a categoria por não ter condições de organizar o evento.

Aumento irresponsável

Esse ato de contenção se torna ainda mais simbólico quando o atual presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, promete em sua campanha aumentar ainda mais os salários dos servidores para equiparar com os dos ministros do STF, teto da categoria.

"Você tem que estipular o salário da próxima legislatura antes do fim desta. Isso acontece a cada quatro anos. Em 2010, foi a mesma coisa e não seria diferente agora. Na realidade, você tem o mesmo salário há quatro anos e o salário dos deputados e senadores são estipulados para a legislatura inteira (quatro anos).

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Ele costuma ser equiparado ao de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)", explica o deputado.

Isso explica porque os salários dos agentes públicos no Brasil são uns dos mais altos do mundo. O país deve gastar em 2015 mais de 1,5 bilhões de reais só com salários e benefícios de deputados e senadores. Por isso, é importante exaltar políticos que tomam atitudes visando diminuir a rotineira pujança dos gastos públicos.