Em estudo realizado pela Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF), foi verificado que 21% dos estabelecimentos comerciais da Asa Sul e Asa Norte estão desocupados, deixando cerca de 21 mil pessoas desempregadas. Placas como "passa-se o ponto", "vende-se", "aluga-se", "oportunidade", dentre outras similares, estão cada vez mais comum de encontrar nas áreas comerciais do plano piloto. E quais são os principais motivadores para esta triste realidade?

Falta de estacionamento é o principal fator para as dificuldades enfrentadas pelos comerciantes, seguido por falta de segurança e elevada carga tributária, de acordo com os lojistas. 

A Capital Federal, apesar de ter nascido através de um planejamento, possui diversas falhas estruturais que não contemplava um crescimento tão grande da população. Em alguns prédios, tanto residenciais quanto comerciais, não incluíram o item garagem. Os estabelecimentos comerciais do plano piloto compartilham o estacionamento público e como a maioria dessas estruturas são compostas por "quitinetes" na parte superior e "lojas" na parte térrea e subsolo, os estacionamentos são extremamente concorridos, dificultando a circulação e rotatividade dos potenciais clientes.

É cada vez mais comum o consumidor encontrar outra marca ou uma placa ao se deslocar para um endereço, visando comprar um determinado produto ou serviço já conhecido. Em 2014 cerca de 228 estabelecimentos das Asa Sul e Norte encerraram suas atividades. Os comerciantes e donos de estabelecimento estão desanimados com a situação.

A quantidade de assaltos às lojas também é grande e recorrente. Além do custo com a infraestrutura, aluguel, condomínio, funcionários, impostos, os lojistas muitas vezes precisam desembolsar recursos financeiros para arcar com segurança particular e manobristas. Mesmo que essas despesas extras sejam compartilhadas com outros lojistas, aumenta a necessidade de vender ainda mais para compensar o custo.

Mas não é só o comerciante que está sofrendo. O investidor que aluga essas lojas e vive basicamente dessa renda passa por maus bocados. Se o locatário fecha as portas do seu negócio, o locador precisa imediatamente buscar um novo interessado. Entretanto, com a difícil situação do comércio, o investidor está ficando muito tempo com o imóvel desocupado. Está difícil alugar ou vender o imóvel.

Em relação ao problema de estacionamento, uma alternativa apresentada pela ACDF ao novo Governo do Distrito Federal (GDF), Rodrigo Rollemberg, foi a implantação do sistema de Zona Azul, de forma a estimular a rotatividade de veículos e aumentar a quantidade de vagas próximas às lojas.  

Diante do cenário econômico e crises no governo, a visão do comerciante está ficando mais pessimista e muitos empreendedores estão procurando formas de sobrevivência.  Alternativas como compartilhamento de espaço físico ou migração para lojas virtuais estão mais atraentes. #Negócios #Desemprego