Os donos de salões de beleza do Distrito Federal precisam se preparar. Se desejam continuar seu negócio, terão que contratar, até o mês de abril, técnicos em microbiologia. Esta é a resolução publicada este mês pela vigilância sanitária. O técnico precisa deter conhecimentos básicos de microbiologia a respeito de limpeza, desinfecção e esterilização de equipamentos, gerenciamento de resíduos, biossegurança e higienização de superfícies.

Os grandes salões provavelmente não terão problemas, pois possuem reserva para isso, mas os pequenos terão que usar a imaginação. Para exercitar as opções disponíveis para os micro-empresários, algumas ideias surgem de forma a cumprir com esta determinação: o proprietário de salão deverá adquirir um certificado nesta área, formar um ou mais de seus funcionários ou compartilhar o profissional com outro salão, desde que seja em turnos diferentes.

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A exigência vale para os salões de beleza que trabalham com atividades de cabeleireiro, manicure e pedicure, barbearia, depilação (sem o uso de eletrólise, laser, luz pulsada e congêneres), estéticas facial e corporal, massagens estética e relaxante, dentre outras atividades equivalentes. Os empresários de salão de beleza do DF estão aterrorizados, pois foram surpreendidos com esta resolução. O movimento agora é de corrida atrás de treinamentos específicos.

Os salões precisam também preparar um manual com todas as atividades exercidas, além de utilizar luvas, máscaras, óculos e jalecos para os seus funcionários, de acordo com a função, sob pena, caso não cumpra com as exigências, de receber multa e ter o alvará cancelado. É quase certo que todos esses custos com material e treinamento serão repassados para o cliente.

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Ou seja, os serviços de salão de beleza sofrerão reajuste imediatamente.

De acordo com a Vigilância Sanitária, os profissionais que trabalham com estética estão mais expostos a riscos de contaminação e doenças, a exemplo de hepatite B, um vez que lidam com produtos químicos. Atualmente existem cerca de 10 mil estabelecimentos e a maioria é de pequeno porte. Existem também os informais, que trabalham em sua residência ou atendem à domicílio. Será que a Vigilância Sanitária conseguirá atuar neste nicho? Será que esses profissionais também se prepararão?

Uma coisa é certa, com estas regras o risco de redução do número de salões é grande. Em termos de qualidade dos serviços praticados, o consumidor será beneficiado, mas, em compensação, pagará mais caro por isso.